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Bolsas asiáticas encerram semana de forma divergente

Índice Xangai cai 3% e tem o pior fechamento desde 1º de julho; Seul fecha em alta de 1,7%

AE,

14 de agosto de 2009 | 09h00

Os mercados da Ásia apresentaram sinais divergentes nesta sexta-feira, 14. A China sofreu com as preocupações com a liquidez. Outras bolsas seguiram Wall Street e a alta das commodities.

 

Os ganhos nas ações da Li & Fung, após o anúncio de fortes resultados no primeiro semestre, e da Esprit, depois de a Alemanha, seu mercado-chave, emergir da recessão, lideraram a alta na Bolsa de Hong Kong. O índice Hang Seng ganhou 32,03 pontos, ou 0,2%, e encerrou aos 20.893,33 pontos - na semana, o índice acumulou elevação de 2,5%. Líder entre as blue chip, a exportadora de bens de consumo Li & Fung disparou 9,2%. Já a varejista exportadora Esprit avançou 8,1%. Entre os bancos, China Merchants Bank saltou 3,4%.

 

O declínio de novos empréstimos em yuan exacerbou as preocupações com a liquidez do mercado chinês. O sentimento dos investidores também foi afetado pelo iminente lançamento do Growth Enterprise Market, um estilo de mercado semelhante ao Nasdaq. Por causa disso, as Bolsas da China fecharam em forte queda. O índice Xangai Composto desabou 3% e encerrou aos 3.046,97 pontos, o pior fechamento desde 1º de julho - na semana, o índice teve baixa de 6,6%, embora apresente ganhos de 67,3% desde o início do ano. Já o índice Shenzhen Composto despencou 3,6% e terminou aos 1.022,92 pontos. No setor automobilístico, Dongfeng Automobile deslizou 5,6% e Chongqing Changan Automobile perdeu 4,7%. Entre os bancos, China Merchants Bank caiu 2,4% e Bank of China recuou 3%.

 

A demanda por dólares por parte dos importadores, para o pagamento de suas contas, fez o yuan se desvalorizar em relação à moeda norte-americana. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,8342 yuans, de 6,8337 yuans do fechamento de quinta-feira.

 

Já a Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em alta. O índice Taiwan Weighted subiu 0,5% e terminou aos 7.069,51 pontos. Segundo analistas, os players retomaram a confiança, após os estragos causados pelo tufão Morakot, Os setores de construção e de cimento lideraram a alta. Shining Building Business ganhou 1,1% e Taiwan Cement faturou 3,2%.

 

Ações financeiras e tecnológicas lideraram a alta da Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, onde o índice Kospi avançou 1,7% e fechou aos 1.591,41 pontos. Samsung Electronics saltou 4,1% e LG Electronics, 2,5%.

 

Na Austrália, os comentários otimistas do presidente do banco central, os resultados acima das previsões de consenso da construtora Leighton e a alta das bolsas estrangeiras e das commodities ajudaram a Bolsa de Sydney a atingir uma nova máxima de dez meses, antes que as realizações de lucros diminuíssem os ganhos. O índice S&P/ASX 200 subiu 0,6%, e fechou aos 4.461,0 pontos. Entre as mineradoras, BHP Billiton fechou estável e Rio Tinto avançou 2%.

 

O índice PSE da Bolsa de Manila, nas Filipinas, recuou 0,2% e terminou aos 2.850,01 pontos.

 

A Bolsa de Cingapura teve alta ajudada pelos ganhos dos futuros dos EUA e pela abertura positiva das bolsas europeias. O índice Straits Times subiu 0,7% e fechou aos 2.631,51 pontos.

 

O índice composto da Bolsa de Jacarta caiu 0,4% e fechou aos 2.386,86 pontos, liderado por realizações de lucros em ações relacionadas a companhias de consumo, blue chips bancárias às vésperas de longo fim de semana.

 

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, caiu 0,2% e fechou aos 654,25 pontos; o mercado perdeu o gás pela proximidade do fim da época dos balanços. As informações são da Dow Jones.

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