Bolsas asiáticas fecham com rumos divergentes em pregão fraco

Índice de Tóquio caiu 0,9%; Hong Kong fechou praticamente estável e Xangai subiu 1,6%

Ricardo Criez e Hélio Barboza, da Agência Estado,

30 de dezembro de 2009 | 09h00

A maioria das bolsas da Ásia apresentou bons resultados nesta quarta-feira, influenciadas por fatores internos e pela elevação das commodities, em particular, dos preços do petróleo. A Bolsa das Filipinas não funcionou devido a feriado.

 

A Bolsa de Hong Kong fechou novamente estável. O declínio nos bancos chineses ofuscou os ganhos no peso pesado China Mobile, que subiu 1% ao negar que as investigações do governo sobre seu vice-chairman irão afetar os planos de expansão doméstica.

 

O índice Hang Seng caiu apenas 2,8 pontos, ou 0,01%, e terminou aos 21.496,62 pontos. O conglomerado Hutchison Whampoa subiu 2,5%. China Construction Bank perdeu 1,2%, enquanto Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) baixou 0,9%.

 

Já as Bolsas da China tiveram o terceiro pregão seguido de alta. Os ganhos foram alavancados pelos bancos, após recentes correções com expectativas de que irão apresentar fortes rendimentos, e pelas petrolíferas, por conta do aumento do preço do petróleo.

 

O índice Xangai Composto subiu 1,6% e encerrou aos 3.262,60 pontos. O índice Shenzhen Composto ganhou 0,2% e terminou aos 1.193,90 pontos. Bank of Communications disparou 6,6%, China Citic Bank saltou 5,9% e China Merchants Bank faturou 5%.

 

Com robustas compras de investidores estrangeiros, a Bolsa de Taipé, em Taiwan, voltou a apresentar alta. O índice Taiwan Weighted subiu 0,7% e encerrou aos 8.112,28 pontos - o maior fechamento desde 18 de junho de 2008. Entre as siderúrgicas, China Steel avançou 0,8%.

 

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul fechou em alta graças à entrada de capital estrangeiro, que anulou o efeito negativo causado pela preocupação cada vez maior com a saúde financeira do Kumho Asiana Group. O Kospi avançou 0,6%, e fechou aos 1.682,77 pontos.

 

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney recuou 0,2% e terminou aos 4.833,3 pontos. A valorização do dólar americano gerou alguma cautela em relação às operações de "carry trade" que impulsionaram as ações e os preços das commodities neste ano.

 

A Bolsa de Cingapura teve alta pela terceira sessão seguida com compras tardias de blue chips selecionadas e alguns administradores de fundo marcando posições para 2010. O índice Straits Times subiu 0,4% e fechou aos 2.879,76 pontos.

 

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, avançou 0,6% e fechou aos 2.524,54 pontos, com as compras de blue chips de bancos e do setor automotivo por estrangeiros na expectativa de inflação baixa em dezembro, o que pode inspirar o banco central a manter a taxa de juros nos atuais 6,5% ao ano no próximo mês.

 

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, recuou 0,3% e fechou aos 1.271,12 pontos, com as baixas em papéis dos setores agrícola e financeiro.

 

Tóquio

 

Já a Bolsa de Tóquio fechou em baixa no último pregão de 2009, pressionada pela realização de lucros de fim de ano e pela forte queda nas ações da Japan Airlines, que afundaram 24%. A leve desvalorização do iene não foi suficiente para sustentar o mercado. O índice Nikkei 225 perdeu 91,62 pontos, ou 0,9%, e fechou aos 10.546,44 pontos.

 

O feriado do Ano Novo também serviu como um impedimento para as compras. "Os investidores não podem carregar posições para o novo ano, então eles estão atentos ao noticiário durante o feriado", disse o analista Yukio Takahashi, da Mizuho Securities. Os analistas citaram os dados sobre o nível de emprego nos EUA, que saem no começo de janeiro, como o próximo evento importante a ser observado pelo mercado.

 

A bolsa japonesa encerrou a semana de três dias com alta acumulada de 0,7% e fechou dezembro com ganho de 13%. Em 2009, os ganhos líquidos somaram 19%.

 

A companhia aérea em dificuldades Japan Airlines, ou "JAL", atraiu grande parte das atenções desde a abertura do pregão, uma vez que os especuladores venderam as ações diante do crescente temor de um possível pedido de concordata por parte da empresa. Os papéis despencaram 24%.

 

"A grande questão é se a recuperação será liderada pela Justiça ou fora dos tribunais, pois isso deve determinar se os direitos dos atuais acionistas serão protegidos", afirmou o analista Mitsuru Miyazaki, da Friend Research Center.

 

As informações são da Dow Jones.

 

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