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Bolsas asiáticas fecham em baixa; China destoa

Em um dia de volume moderado nas negociações asiáticas, as principais bolsas da região fecharam em baixa, com investidores esperando uma possível redução do programa de estímulos do Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês), o banco central dos Estados Unidos, ainda em dezembro. Na China, a expectativa com os resultados da terceira reunião da plenária do Partido Comunista Chinês, que tentará fechar uma grande agenda de reformas, continua a controlar a liquidez no mercado, mas as bolsas fecharam em alta após a divulgação de uma série de indicadores econômicos.

THIAGO MORENO, Agencia Estado

11 de novembro de 2013 | 08h05

Na sexta-feira, os EUA anunciaram um crescimento de 204 mil vagas em outubro, muito acima da projeção de uma alta de 120 mil empregos. O Fed condicionou o início da retirada dos estímulos à melhora dos dados econômicos e o mercado já antecipa que isso pode ocorrer ainda no próximo mês.

Dados positivos da economia chinesa divulgados no final de semana ajudaram as bolsas locais. A produção industrial do país cresceu 10,3% em outubro, enquanto o índice de inflação ao consumidor teve alta de 3,2% nos últimos 12 meses, o que sustentou a confiança dos investidores de que a economia da China está se recuperando após um ano desacelerado.

"Os dados econômicos estão em conformidade com as expectativas. Investidores estão voltando sua atenção para a reunião da plenária", disse Amy Lin, analista na Capital Securities. "Estamos esperando para ver quantas medidas pró-mercado o encontro vai efetivamente propor e quão significativas essas políticas serão. Se for desapontador, o mercado de ações vai ficar pessimista", afirmou.

O índice Xangai Composto subiu 0,2%, para 2.109,47 pontos, e o Shenzhen Composto fechou com ganho de 0,7%, aos 1.004,94 pontos.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em alta de 1,4%, para 23.069,85 pontos. O destaque corporativo ficou por conta das empresas de utensílios domésticos, com a expectativa de aumento nas vendas durante o feriado chinês do 11 de novembro, quando milhões de jovens lamentam ou celebram o fato de serem solteiros comprando artigos para a casa. As ações da Joyoung encerraram com ganhos de 2,2% e os ativos da Changhong Electrics subiram 3%.

Na Austrália, o mercado fechou em baixa, pressionado pelos dados de emprego nos EUA e a possibilidade de redução de estímulos pelo Fed. O índice S&P/ASX 200 perdeu 0,3%, para 5.387,1 pontos. Essa é a terceira queda seguida da bolsa australiana.

O movimento de queda também foi visto nos outros mercados da região. Nas Filipinas, onde um forte tufão obrigou a evacuação de 125 mil pessoas, o índice PSEi caiu 1,42% e atingiu os 6.265,23 pontos, enquanto em Taiwan o índice Taiwan Weighted perdeu 0,6%, para 8.182,56 pontos, e na Coreia do Sul o índice Kospi perdeu 0,38%, aos 1.977,30 pontos.

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