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Bolsas asiáticas fecham em queda expressiva

Índice Xangai teve a maior queda em um mês, desabando 4,7% nesta quarta-feira

Ricardo Criez e Hélio Barboza, da Agência Estado,

12 de agosto de 2009 | 09h23

A maioria dos mercados da Ásia apresentou forte baixa nesta quarta-feira, 12, após os resultados positivos registrados em pregões anteriores. A realização de lucros e a queda em Wall Street influenciaram as bolsas da região, que também sofreram com os fatores internos de cada país. A Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, não operou por ser feriado local.

 

A Bolsa de Hong Kong foi fortemente influenciada pela liquidação nos mercados chineses. O índice Hang Seng perdeu 638,97 pontos, ou 3%, e encerrou aos 20.435,24 pontos, após atingir na véspera o maior fechamento em quase um ano. Com a exceção de quatro empresas, todas as blue chips terminaram no vermelho. HSBC, com baixa de 4,7%, e China Mobile, com perda de 3,8%, lideraram o declínio. Entre as imobiliárias, Sun Hung Kai caiu 4,1% e Wharf Holdings recuou 2,4%.

 

As Bolsas da China tiveram a maior queda em um mês, devido às preocupações de que, no segundo semestre, poderá haver uma redução no crédito bancário e na concessão de empréstimos. O índice Xangai Composto desabou 4,7% e encerrou aos 3.112,72 pontos, o pior fechamento desde 13 de julho - foi a maior queda porcentual diária desde 29 de julho, quando o índice caiu 5%. Já o índice Shenzhen Composto perdeu 4,4% e terminou aos 1.052,51 pontos. As empresas de recursos naturais lideraram o declínio. Yunnan Aluminum atingiu a baixa limite diária de 10%, enquanto Jiangxi Copper despencou 7,4%. China Shenhua Energy recuou 5,9% e Datong Coal Energy baixou 5%.

 

A manutenção da taxa de paridade central dólar-yuan levou a unidade chinesa a ficar praticamente estável sobre a moeda norte-americana, mas indicadores econômicos de julho divulgados nesta última terça-feira, 11, levemente abaixo das expectativas, puxaram para cima contratos dólar-yuan para entrega em um ano. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,8351 yuans, de 6,8350 yuans do fechamento de terça-feira.

 

Já a Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em ligeira queda. O índice Taiwan Weighted caiu 0,2% e terminou aos 6.898,90 pontos, derrubado pelos papéis do setor de construção. As perdas, contudo, foram limitadas pelos ganhos em ações de eletrônicos e alimentos. Shining Building Business baixou 2,2%. Uni-President Enterprises subiu 3,5%. AU Optronics disparou 5,6%.

 

Na Coreia do Sul, a queda do índice Kospi da Bolsa de Seul foi liderada pelas ações financeiras. O índice recuou 0,9% e fechou aos 1.565,35 pontos. As ações da Kia Motors caíram 2,4% mesmo depois de a montadora ter informado que seu lucro do segundo trimestre mais do que quadruplicou em relação ao de um ano antes, para 347,09 bilhões de wons (US$ 278,474 milhões). O resultado surpreendeu o mercado, mas os investidores já vinham puxando a ação para cima e realizaram lucros.

 

Na Austrália, os resultados melhores do que o esperado do Commonwealth Bank of Australia e os bons números da maioria das companhias australianas que divulgaram balanços neste mês levaram a Bolsa de Sydney a ignorar a queda de ontem em Nova York. O índice S&P/ASX 200 avançou 0,3% e encerrou aos 4.343,1 pontos. A BHP Billiton (+1%) ajudou a puxar a alta antes de divulgar seu balanço do ano fiscal, que saiu pouco antes do fechamento. O índice PSE da Bolsa de Manila, nas Filipinas, teve queda de 1,1%, e encerrou em 2.828,89 pontos.

 

A Bolsa de Cingapura encerrou em baixa, seguindo as fracas pistas do mercado futuro americano e as bolsas regionais. O índice Straits Times recuou 1% e fechou aos 2.571,31 pontos.

 

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, caiu 2,2% e fechou aos 2.347,36 pontos, pressionado pelas baixas nos demais mercados asiáticos, com a recente queda nos preços do petróleo inspirando vendas de várias ações relacionadas à commodity. Houve também realização de lucros.

 

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, caiu 0,5% e fechou aos 1.180,54 pontos, afetada por realizações de lucros em quase todos os setores; o recuo em Wall Street e as quedas em China e Hong Kong afetaram a bolsa local, segundo dealers. As informações são da Dow Jones.

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