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Bolsas caem com cenário ruim no mercado de trabalho dos EUA

Taxa de desemprego norte-americana subiu para 7,2% em dezembro, a mais alta desde janeiro de 1993

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

09 de janeiro de 2009 | 14h06

As bolsas de Nova York tentaram ensaiar uma discreta alta usando como pretexto o fato de o relatório de postos de trabalho nos EUA ter vindo dentro do previsto, mas como o cenário é bastante negativo no mercado de trabalho, não houve espaço para ganhos expressivos. Logo nos primeiros minutos de pregão regular, os índices passaram a cair e o Dow Jones perde mais de 100 pontos.  Veja também:EUA têm maior taxa de desemprego em 15 anosDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Às 13h37 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 1,43%, ou 124,88 pontos; o Nasdaq recuava 2,56%, ou 41,33 pontos; e o S&P 500 tinha queda de 1,85%, ou 16,87 pontos. Por aqui, a Bolsa de Valores de São Paulo segue o clima ruim no exterior e cai 1,50%, aos 41.362 pontos. Apenas no mês de dezembro, a economia dos EUA cortou 524 mil postos de trabalho, praticamente em linha com a previsão de economistas de redução de 525 mil. Em novembro, o corte de vagas foi revisado de 533 mil para 584 mil, o maior declínio desde 1974. Em 2008 como um todo, foram eliminados 2,6 milhões de empregos, a maior perda desde 1945. A taxa de desemprego em dezembro subiu para 7,2%, a mais alta desde janeiro de 1993. A previsão média de analistas era de aumento para 7,0%. "Neste ritmo, a taxa de desemprego pode testar os dois dígitos mais tarde este ano e certamente parece no caminho de atingir isso durante 2010", comentou o economista do ING Rob Carnell, em nota. Operadores observaram que cada um dos seis relatórios anteriores de emprego dos EUA foi precedido por queda de mais 100 pontos no Dow, já em antecipação a dados negativos. Ontem, embora a sessão tenha sido marcada por vendas na parte da manhã, um rali no final da tarde fez com que o Nasdaq e o S&P 500 fechassem em alta. "Talvez não tenhamos vendido ações como deveríamos pelo nível das notícias ruins, mas tenho certeza que isso acontecerá hoje", comentou um operador. No lado corporativo, a Chevron alertou que seu resultado no quarto trimestre ficará significativamente abaixo do esperado por causa da forte queda nos preços de energia e da queda nas margens de refino. As ações da Chevron caíam 1,33%, às 13h38 (de Brasília). No horário, o petróleo para fevereiro na Nymex cedia 4,46% para US$ 39,84 o barril.

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