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Bolsas caem na Europa com falências e temor de recessão

Mercados asiáticos fecham no território negativo, influenciados pelo fraco resultado de Wall Street

Agência Estado,

11 de novembro de 2008 | 10h01

Passada a euforia inicial com o megapacote da China, de US$ 586 bilhões, os investidores se voltam para a rotina da crise e as conseqüentes falências corporativas. As bolsas da Europa abriram em queda nesta terça-feira em meio ao declínio das ações de bancos e de produtoras de commodities. O bom desempenho dos papéis da gigante de telecomunicações Vodafone, porém, ajuda a evitar perdas maiores. Por volta das 9h30 (de Brasília), Londres (-2,06%), Frankfurt (-2,25%) e Paris (-2,49%) perdiam mais de 2%. Os mercados asiáticos também fecharam no território negativo, influenciados pelo fraco resultado de Wall Street.    Veja também: Inflação chinesa recua ao menor patamar em 17 meses Rede varejista de eletrônicos pede concordata nos EUA Presidente do BCE afirma que crise ainda está em andamento Presidente da China diz que pretende cooperar com Obama De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Na Europa, as petrolíferas BP e Total perdiam 2,40% e 2,9%, respectivamente. Das produtoras de commodities, BG Group caía 7,2% e Cairn Energy cedia 3,18%. A mineradora Kazakhmys recuava 2,7%, Lonmin perdia 9,4% e Xstrata, 4,95%   No setor bancário, tanto HSBC Holdings quanto Banco Santander davam continuidade à trajetória de declínio de segunda-feira, quando o HSBC informou que espera mais deterioração na sua divisão norte-americana, após ter tido mais encargos para prejuízos com empréstimos, e o Santander disse que planejava levantar 7,19 bilhões de euros (US$ 9,3 bilhões) por meio da emissão de 1,6 bilhão de novas ações. HSBC perdia 6,4%, enquanto Santander recuava 5%.   Na contramão do desempenho dos mercados, as ações da gigante de telecomunicações sem fio Vodafone Group subiam 9,4%. Investidores reagem positivamente à elevação da perspectiva de fluxo de caixa para o ano e o lançamento de um programa de economia de gastos de 1 bilhão de libras (US$ 1,55 bilhão), mesmo após a maior operadora móvel do mundo divulgar queda de 35% no lucro do primeiro semestre, para 2,17 bilhões de libras (US$ 3,38 bilhões).   Um dia após a rede varejista norte-americana Circuit City declarar concordata e a montadora General Motors (GM) acelerar sua situação de deterioração nos EUA, o Japão divulgou que as falências corporativas aumentaram 13,7% em outubro, ante mesmo mês de 2007. Nos EUA, a manhã começa com a informação de que a American Express Co (AmEx) ganhou rápida aprovação para se tornar uma holding bancária, o que dá à gigante dos cartões de crédito acesso mais rápido a uma fatia dos US$ 700 bilhões que o governo dos EUA está injetando nas instituições financeiras.   Na Alemanha o clima é um pouco melhor. O índice ZEW de expectativas dos analistas econômicos e investidores institucionais subiu de -63, em outubro, para -53,5 em novembro, ficando acima do nível de -58,5 previsto pelos analistas. Segundo os pesquisadores, a melhora foi atribuída à redução das preocupações com a economia e ao pacote de resgate anunciado pelo governo alemão.   Ásia   Realizações de lucros em instituições de crédito chinesas e em companhias de commodities depois de elas terem tido fortes altas após o anúncio do pacote chinês de US$ 586 bilhões para estímulo à economia levaram a Bolsa de Hong Kong a sofrer forte baixa. O índice Hang Seng tombou 4,8% e fechou aos 14.040,90 pontos.   A queda da inflação ao consumidor na China (4% em outubro, ante 4,6% em setembro) reforçou as preocupações dos investidores com a redução da atividade econômica local, o que fez as Bolsas chinesas fecharem em baixa. Com pesado volume de negociações, o índice Xangai Composto recuou 1,7% e fechou aos 1.843,61 pontos. Já o Shenzhen Composto fechou com queda de 0,6%, aos 494,54 pontos.   A Bolsa de Tóquio também fechou em queda, pressionada pela valorização do iene e por novas preocupações sobre a economia dos EUA, deixando de lado o otimismo que se seguiu ao anúncio do pacote do governo chinês. O índice Nikkei 225 caiu 272,13 pontos, ou 3%, para 8.809,30 pontos.   A Bolsa de Taipé, em Taiwan, sofreu com as previsões pessimistas para a economia doméstica e global. Com moderado volume de negociações, o índice Taiwan Weighted caiu 2,2% e encerrou aos 4.638,57 pontos. Na Coréia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul caiu 2,1% e fechou aos 1.128,73 pontos.   Na Austrália, a Bolsa de Sydney foi puxada para baixo pelas ações do setor bancário, que tiveram forte queda depois que o Citigroup cortou a recomendação das ações da Asciano, a maior operadora de portos do país. O índice S&P/ASX 200 teve baixa de 3,6% e encerrou em 3.960,9 pontos, em um mercado já pessimista depois da queda em Wall Street.

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