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Bolsas chinesas têm a pior queda em um ano; Xangai cai 7,7%

Mercados desabam com medidas de aperto ao crédito, alta do petróleo e enfraquecimento da economia global

Ricardo Criez, da Agência Estado,

10 de junho de 2008 | 07h32

As medidas de aperto ao crédito anunciadas sábado por Pequim, as contínuas preocupações referentes à alta dos preços do petróleo e o enfraquecimento econômico global fizeram as Bolsas da China apresentar nesta terça-feira, 10, a maior queda diária porcentual em um ano. O índice Xangai Composto caiu 7,7% e fechou aos 3.072,33 pontos, o pior fechamento desde 22 de março de 2007 e o maior declínio diário desde 4 de junho do ano passado, quando desabou 8,3%. O Shenzhen Composto perdeu 8% e encerrou aos 928,20 pontos. Na segunda-feira, as bolsas chinesas estavam fechadas por causa de feriado.   Veja também: Preço do petróleo em alta Entenda a crise nos Estados Unidos  Cronologia da crise financeira    "Um recuo abaixo de 3.000 pontos no Xangai Composto é limitado, à medida que os investidores entrarão logo em busca de ofertas de ocasião, com esperanças de que o governo irá lançar políticas pró-mercado para prevenir futuras quedas adicionais", disse Tang Xiaosheng, analista da Guosen Securities. Segundo os analistas, políticas pró-mercado podem incluir o lançamento de margens de negociação acionária e a aprovação de novos fundos de ações.   Para os analistas, o esforço do banco central chinês visa ainda conter a excessiva liquidez, com lançamento freqüentes de ofertas públicas iniciais (IPOs, em inglês), que tem superaquecido a economia. O Banco do Povo da China aumentou em 0,50 ponto porcentual a taxa de reserva bancária (compulsório), a partir de 15 de junho. E estabeleceu novo aumento de 0,50 ponto porcentual para 25 de junho, o que elevará a taxa para 17,50% ao ano.   As ações de empresas do setor imobiliário sofreram fortemente com essas medidas, que devem elevar os custos dos fundos e reduzir suas margens de lucros. China Vanke e Poly Real Estate Group atingiram a baixa limite diária de 10%.   Os papéis dos bancos tiveram desempenho similar, com a perspectiva de redução dos empréstimos. China Merchants Bank e Shanghai Pudong Development Bank também atingiram a baixa limite de 10%. Já as refinarias caíram fortemente com preocupações de que a alta do petróleo irá afetar seus rendimentos. China Petroleum & Chemical caiu 8,4% e Sinopec Shandong Taishan Petroleum atingiu o limite negativo de 10%.   A forte demanda por dólar, após o mais recente aumento da taxa de reserva bancária, fez o yuan se desvalorizar em relação à moeda norte-americana no final do pregão. Isso não impediu, porém, que antes disso o yuan atingisse novo recorde histórico - o dólar chegou a ser vendido a 6,9140 yuans.   Também houve novo recorde de baixa na taxa de paridade central dólar-yuan, de 6,9238 yuans para 6,9199 yuans. No mercado de balcão, às 4h30 (de Brasília), a cotação do dólar era de 6,9249 yuans, acima do fechamento de sexta-feira, que foi de 6,9230 yuans. Ontem o mercado chinês esteve fechado por ser feriado. As informações são da Dow Jones.    

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