Bolsas da Ásia desabam após anúncio do Fed e dados da China

As bolsas de valores asiáticas desabaram nesta quinta-feira, depois do alerta do Federal Reserve para os "riscos significativos" que a economia dos Estados Unidos enfrenta, enquanto dados mostraram evidência maior de desaceleração na China.

ALEX RICHARDSON, REUTERS

22 de setembro de 2011 | 08h01

O índice MSCI da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 5,62 por cento. Mais cedo, o MSCI tocou o menor nível em 14 meses, com saída de capital pressionando mercados emergentes como Hong Kong e Indonésia.

As commodities e as moedas de países emergentes lideraram uma ampla depreciação nos ativos de maior risco.

As mineradoras mundiais e as grandes exportadoras da Ásia foram fortemente prejudicadas, com as ações da Rio Tinto tombando 6,2 por cento e as da Honda perdendo 3,9 por cento.

O dólar, por sua vez, disparou para o maior valor dos últimos sete meses com a perspectiva de juros de curto prazo mais altos, depois que o Fed disse que venderia 400 bilhões de dólares em bônus de Treasury de curto prazo para comprar dívida de prazo mais longo.

A medida do Fed, já prevista e conhecida como "Operação Twist", pretende estimular a economia por meio da redução dos juros de longo prazo.

Mas foi a avaliação ruim do banco central sobre a economia que preocupou os mercados, com alguns investidores também decepcionados por não ter sido anunciada uma ação mais ousada.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 2,07 por cento.

A onda de vendas foi acelerada na Ásia depois que dados mostraram o índice do setor manufatureiro da China caindo pelo terceiro mês seguido em setembro, indicando desaceleração na segunda maior economia do mundo.

O índice de Seul encerrou em baixa de 2,90 por cento. O mercado tombou 4,85 por cento em Hong Kong e a bolsa de Taiwan retrocedeu 3,06 por cento, enquanto o índice referencial de Xangai perdeu 2,78 por cento. Cingapura declinou 2,55 por cento e Sydney fechou com desvalorização de 2,63 por cento.

(Reportagem adicional de Antoni Slodkowski em Tóquio e Manash Goswami e Jane Lee em Cingapura)

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