Bolsas da Ásia disparam após dados da China e cúpula da UE

As bolsas de valores asiáticas dispararam nesta segunda-feira, depois que dados da China ajudaram a aliviar temores de uma desaceleração abrupta na segunda maior economia do mundo, enquanto surgia esperança de que os líderes europeus façam progresso no combate à crise de dívida.

REUTERS

24 de outubro de 2011 | 07h51

Durante a cúpula no domingo, os líderes da União Europeia se aproximaram de um acordo para recapitalizar bancos e usar o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF) para impedir o espalhamento das turbulências pelos mercados de bônus. Decisões finais foram adiadas para uma segunda cúpula, na quarta-feira.

Além disso, a indicação de uma retomada modesta no setor manufatureiro chinês, após três meses de contração, deu certo alívio para ativos de maior risco neste pregão. O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 3,41 por cento.

Os volumes de negócios seguiram baixos na região, porém, com investidores aguardando detalhes finais de uma possível solução para a zona do euro nesta semana.

Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 1,9 por cento, com as ações da Olympus ainda dominando os volumes de negócios e caindo ao menor nível desde 1998.

O iene forte, que subiu para a máxima recorde contra o dólar na sexta-feira, deve segurar os ganhos e prender as ações japonesas na faixa de variação mantida desde setembro.

O ministro das Finanças do Japão colocou os operadores em alerta para mais intervenção no mercado de câmbio nesta segunda-feira. A alta da moeda ameaça apertar ainda mais os lucros das exportadoras e obstruir a recuperação econômica do país.

O índice de Seul encerrou em alta de 3,26 por cento. O mercado disparou 4,14 por cento em Hong Kong e a bolsa de Taiwan avançou 2,97 por cento, enquanto o índice referencial de Xangai ganhou 2,29 por cento. Cingapura subiu 1,79 por cento e Sydney fechou com valorização de 2,73 por cento.

(Por Vikram Subhedar)

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