Kazuhiro Nogi/AFP
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Coluna

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Bolsas da Ásia e da Europa mantêm 'sobe e desce' dos mercados internacionais

Mercados financeiros globais têm sofrido com essa montanha russa de cotações há alguns dias, principalmente, por conta dos efeitos do coronavírus nas economias

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2020 | 06h30
Atualizado 17 de março de 2020 | 10h52

Mesmo com algumas Bolsas da Ásia ensaiando recuperação após os tombos de segunda-feira, 16, China e Coreia do Sul não conseguiram impedir que seus mercados sofressem perdas nesta terça-feira, 17. O índice de Xangai, chinês, encerrou o dia com queda de 0,34% em relação ao fechamento do dia anterior, aos 2.779,64 pontos, o menor patamar desde o início de fevereiro deste ano. Na Coreia do Sul, o recuo foi um pouco maior, de 2,47%, aos 1.672,44 pontos. Em Taiwan, a queda também foi expressiva, chegando, ao final do pregão, em (-2,86%). 

As outras três Bolsas do continente fecharam em alta, mas de forma bem tímida, não chegando a 1%. No Japão, o índice Nikkei encerrou as negociações com avanço de 0,06%, assim como a Bolsa da Tailândia. O melhor desempenho no continente asiático foi em Hong Kong, com alta de 0,86%.

Apenas na Oceania, com a Austrália, que o crescimento foi bem relevante. A Bolsa do país alcançou ganhos de 5,43%, no melhor pregão desde 1997. Mas isso serviu apenas para apagar parte do tombo de segunda. O salto em Sydney veio após o BC australiano (RBA) apontar em ata que está disposto a relaxar ainda mais a política monetária, depois de cortar seu juro básico para a mínima histórica de 0,50% no último dia 3.

Já na Europa, o pregão se iniciou com os mercados em recuperação, após tombos gigantescos de segunda. Os mercados da Europa, Ásia e Américas têm sofrido uma montanha-russa de cotações por conta, principalmente, do novo coronavírus, causador da Covid-19. As incertezas em relação ao quão longe os impactos da nova pandemia podem chegar causam muita aversão a riscos aos investidores ao redor do mundo. 

As perdas de segunda, por exemplo, aconteceram mesmo após bancos centrais do mundo todo anunciarem medias conjuntas, e, entre outras coisas, baixarem taxas de juros, visando estimular empresários, como fez o Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês) - a taxa agora está entre 0,25% e 0%. Na manhã desta terã, às 5h11, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 1,58%, a de Frankfurt avançava 3,51% e a de Paris se valorizava 3,23%. Em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 4,46%, 5,56% e 3,09%, respectivamente. 

Porém, depois deste cenário positivo no velho continente, os índices por lá passaram a cair. Logo por volta das 05h30, apenas a Bolsa da Espanha não sofria queda, com 1,46% de alta. Todas as outras caíam em ritmo acelerado. Inglaterra (-1,96%), Alemanha (-1,42%), França (-3,00), Portugual (-0,82%), Suécia (-1,23%), Holanda (-3,17%), Bélgica (-3,64%), Grécia (-2,48%), e Itália (-0,88%) tinham queda generalizada. 

Petróleo 

Nos últimos dias, o petróleo, que já tem protagonismo nos mercados mundiais, tem aumentado sua participação no "sobre e desce" das Bolsas. Desde o início da semana passada, a commodity tem sofrido variação alta nos valores dos barris, após Arábia Saudita e Rússia iniciarem uma "guerra de preços", levando a uma queda não vista há quase 30 anos, desde 1991, época da Guerra do Golfo. Na manhã desta terça, por volta das 05h45, o WTI, para abril, avançava 0,80%, cotado a US$ 28,93. Já o Brent, para maio, caía 0,50%, a US$ 29,90. / SERGIO CALDAS, NICHOLAS SHORES E FELIPE SIQUEIRA 

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