Bolsas da Ásia encerram em alta com maior apetite por risco

As bolsas de valores da Ásia terminaram em alta nesta quinta-feira, conforme investidores continuaram optando por ativos de maior risco em meio à crescente confiança de que a economia global está se recuperando, o que manteve o dólar na defensiva.

SUSAN FENTON, REUTERS

10 de setembro de 2009 | 08h09

Após atingir na véspera o valor mais fraco em quase um ano frente a uma cesta com as principais moedas, o dólar se manteve pouco acima deste nível na quinta-feira, refletindo menor aversão a risco.

Os preços do petróleo se beneficiaram do baixo desempenho da moeda norte-americana e da firmeza dos mercados acionários, subindo acima de 72 dólares o barril. A commodity também foi impulsionada pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de manter as cotas de produção.

O membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Erkki Liikanen, reiterou a confiança do mercado de que a economia mundial está melhorando, dizendo que a zona do euro se recuperou.

A bolsa de SEUL ganhou 2,3 por cento, para 1.644 pontos. A Coreia do Sul sinalizou que pode ser um dos primeiros países no mundo a elevar a taxa básica de juro, caso os preços das moradias avancem muito mais.

"A decisão final sobre quando e quanto ajustar a política (monetária) depende da situação de cada país", afirmou o presidente do banco central sul-coreano, Lee Seong-tae. Ele acrescentou que a promessa dos ministros de Finanças do G20 no último final de semana de manter as políticas de suporte ao crescimento foi feita principalmente para tranquilizar os mercados.

O índice Nikkei, de TÓQUIO, avançou 1,95 por cento, para 10.513 pontos, registrando o maior ganho diário em duas semanas. O movimento foi provocado pelo maior apetite a risco dos investidores ao redor da Ásia e ajudou as ações do setor bancário a se recuperarem após um recente declínio.

Contudo, dados sobre as encomendas de maquinários apontaram investimentos fracos na economia japonesa.

Na Austrália, uma queda acentuada no emprego em agosto pressionou o dólar australiano e dissipou expectativas de um aumento na taxa básica de juro do país. Em SYDNEY, houve alta de 1,07 por cento, para 4.570 pontos.

O mercado de XANGAI recuou 0,73 por cento, cotado a 2.924 pontos, após uma importante autoridade ter dito que as condições econômicas ainda não estavam maduras o suficiente para a China suspender sua política fiscal pró-ativa.

A recente volatilidade das ações chinesas deixou os gerentes de fundos cautelosos para comprar, segundo pesquisa da Reuters.

O índice Hang Seng, de HONG KONG, subiu 1,05 por cento, para 21.069 pontos, atingindo o maior patamar diário em um ano.

O indicador Taiex, de TAIWAN, ganhou 1,12 por cento, para 7.332 pontos, alcançando o nível de fechamento mais alto em 14 meses, após o governo nomear um novo gabinete levantando esperanças de que um acordo financeiro com a China pode ser assinado.

Às 8h01 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne as principais bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão avançava 0,85 por cento, para 380 pontos.

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