Bolsas da Ásia encerram semana em elevação; HK sobe 2,8%

Bom resultado em Wall Street e notícias vindas da China estimularam os investidores asiáticos nesta sexta-feira

Ricardo Criez e Hélio Barboza, da Agência Estado,

04 de setembro de 2009 | 09h44

A maioria dos mercados asiáticos fechou em alta nesta sexta-feira, 4, novamente estimulados por notícias vindas da China. O bom resultado em Wall Street também ajudou as bolsas da região.

 

Pelo segundo pregão seguido, a Bolsa de Hong Kong seguiu no encalço dos mercados chineses. O índice Hang Seng subiu 556,94 pontos, ou 2,8%, e encerrou aos 20.318,62 pontos. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) adicionou 4,7%, Bank of China avançou 3,7% e China Construction Bank faturou 3,6%. Entre as imobiliárias chinesas, principais beneficiadas com a facilitação das medidas de crédito, China Resources Land aumentou 5,3% e Sino Ocean Land ganhou 5,6%. No setor imobiliário local, Hang Lung Properties subiu 6,7% e Sino Land ganhou 5,3%.

 

As Bolsas da China fecharam em alta pelo quarto pregão seguido, após a comissão reguladora do setor bancário informar que o aumento das exigências de capital para os bancos será implementado gradualmente. Isso diminuiu as preocupações de que os bancos terão de reduzir os empréstimos ou levantar recursos para cumprir as exigências. O índice Xangai Composto ganhou 0,6% e encerrou aos 2.861,61 pontos - na semana, o índice apresentou estabilidade. Já o índice Shenzhen Composto subiu 1,2% e terminou aos 968,54 pontos. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) ganhou 1,1% e Bank of Beijing adicionou 2%. As mineradoras de zinco estiveram entre as maiores ganhadoras do dia. Yunnan Chihong Zinc & Germanium atingiu a alta limite diária de 10% e Huludao Zinc Industry avançou 5%.

 

Vendedores de dólares esforçaram-se para encontrar compradores ao final da sessão desta sexta, com os bancos quase no limite de quantos dólares podem segurar. O yuan subiu ante a divisa americana, rompendo brevemente o nível-chave de resistência antes de fechar dentro de sua faixa de oscilação de longo prazo. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,8300 yuans, estável ante o encerramento de quinta-feira, que foi 6,8305 yuans.

 

Já a Bolsa de Taipé, em Taiwan, atingiu a maior pontuação em mais de um ano. O índice Taiwan Weighted subiu 0,7% e terminou aos 7.153,13 pontos, liderado pelos setores eletrônico e financeiro. Compal disparou 6,8% e UMC aumentou 5,2%. Shin Kong Financial teve alta de 2,1%.

 

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou em leve queda depois que os fundos de investimento locais realizaram lucros em blue chips de tecnologia e montadoras. O índice Kospi cedeu 0,3% e fechou aos 1.608,90 pontos. Hyundai Motor caiu 0,5%, Kia Motors perdeu 3,5% e a Samsung Electronics desceu 1%. Hynix Semiconductor fechou em baixa de 5,7% depois que a Daewoo Securities diminuiu a recomendação das ações de "comprar" para "neutra".

 

O índice S&P/ASX da Bolsa de Sydney, na Austrália, avançou 0,1% e fechou aos 4.435,5 pontos. Rio Tinto baixou 0,14% e BHP Billiton cedeu 0,8%.

 

Na Bolsa de Manila, nas Filipinas, o índice PSE ganhou 1%, encerrando aos 2.830,0 pontos.

 

A Bolsa de Cingapura terminou em alta por conta de busca por barganhas ao final da sessão. O índice Straits Times encerrou em alta de 0,9% e fechou aos 2.622,69 pontos.

 

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, ficou estável, após tumultuada sessão, e fechou aos 2.333,37 pontos. Compras à tarde de papéis de teles e de montadoras mantiveram o índice em ligeira alta.

 

O índice SET da Bolsa de Bangcoc subiu 0,4% e fechou aos 668,41 pontos, maior alta neste ano, puxada por papéis de refinarias, teles, petroquímicas.

 

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, ganhou 0,4% e fechou aos 1.178,74 pontos com ganhos em papéis de companhias controladas pelo governo, pesos pesados de finanças, construtoras e companhias agrícolas. As informações são da Dow Jones.

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