Lee Jin-man/AP
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Bolsas internacionais realizam lucros e fecham sem sentido único

No entanto, entre os investidores, clima é de otimismo, ante a chance quase certa de que novas medidas de incentivo serão aprovadas nos Estados Unidos

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2021 | 07h30
Atualizado 09 de fevereiro de 2021 | 19h43

Os principais índices do exterior fecharam sem sentido único nesta terça-feira, 9, após os ganhos do dia anterior em Wall Street. Em Nova York, os índices também terminaram mistos, realizando lucros, apesar do clima de otimismo e da chance quase certa de que novas medidas de incentivo serão aprovadas nos Estados Unidos.

O principal influenciador dos mercados segue sendo o pacote de estímulo fiscal nos EUA. Hoje, em reunião com empresários, o presidente americano Joe Biden defendeu os gastos de US$ 1,9 trilhão previstos no projeto do seu governo. Biden também confirmou seu apoio pelo limite de renda para o recebimento dos cheques de US$ 1,4 mil previsto no projeto entregue por deputados democratas na noite de ontem.

A pandemia de coronavírus foi outro fator a melhorar o humor do mercado hoje, com o aumento do ritmo de imunização nos EUA. Hoje, o coordenador da resposta da Casa Branca à pandemia, Jeff Zients, disse que o governo americano vai aumentar a oferta  de vacinas para os Estados de 8,6 milhões para 11 milhões por semana.

O tema também foi destaque na Europa, após a União Europeia (UE) anunciar acordo por mais 300 milhões de doses da vacina da Pfizer e BioNTech após o fechamento dos mercados ontem.

Bolsas de Nova York

Nova York fechousem sinal único, após oscilar na maior parte do dia por conta da realização de lucros que seguiu o recorde de fechamento dos três principais índices de referência da bolsa de NY ontem. Dow Jones e S&P 500 caíram 0,03% e 0,11% cada. 

Já o Nasdaq foi na contramão e subiu 0,14% hoje, renovando seu recorde de fechamento em alta puxada pelo setor de serviços de comunicação e por alguns papéis de tecnologia. Com balanço previsto para depois do fechamento do pregão, o Twitter teve ganhos  de 2,94% nesta terça-feira, seguido de Facebook, com alta de 1,08%, Microsoft, de 0,54% e Netflix, de 2,03%. Amazon, no entanto, caiu 0,54%, Alphabet, 0,44% e Apple, 0,66%.

Bolsas da Ásia 

A Bolsa chinesa de Xangai subiu 2,01%, maior alta em quase um mês, enquanto a de Shenzhen teve ganho de 2,43%. A Bolsa de Tóquio avançou 0,40% e Hong Kong registrou ganho de 0,21%. Em Taiwan, a Bolsa não operou pelo segundo dia consecutivo, à espera do feriado do ano-novo chinês.

A Bolsa de Seul caiu 0,21%, pressionada por saídas de capitais externos. Já na Oceania, a Bolsa australiana ficou no vermelho, prejudicada por balanços de empresas locais e caiu 0,86% em Sydney

Bolsas da Europa 

As Bolsas da Europa também realizaram lucros após as altas recentes. O índice Stoxx 600 caiu 0,09%, enquanto a Bolsa de Londres teve alta de 0,12%, Paris, de 0,10%, mas a Bolsa de Frankfurt caiu 0,34%. MilãoMadri e Lisboa caíram 1,44%, 0,54% e 0,30% cada. 

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, atingindo a máxima em 13 meses. A sessão contou com volatilidade, com o barril chegando a operar no terreno negativo, em uma possível realização de lucros após as recentes altas. No entanto, ao longo do dia, as perspectivas positivas por um novo pacote fiscal nos Estados Unidos impulsionaram a commodity, uma vez que isso pode elevar a demanda no maior consumidor mundial de petróleo, e tem como efeito uma desvalorização do dólar, o que torna o barril mais barato para detentores de outras divisas.  

WTI para março encerrou a sessão com ganho de 0,67%, a US$ 58,36 o barril, enquanto o Brent para abril avançou 0,88%, a US$ 61,09 o barril. O ING aponta que desde o começo do ano, os ganhos de Brent estão próximos dos 17%. Além do maior nível em 13 meses, a Dow Jones Newswire lembra que o sétimo fechamento com ganhos consecutivos do WTI é uma marca que não era alcançada há dois anos./ MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA E MATHEUS ANDRADE

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