Kimimasa Mayama/EFE/EPA
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Enquanto Ásia comemora possível vacina, mercados questionam eficácia da descoberta

Possível antídoto encontrado pela Moderna animou as Bolsas asiáticas, porém, Europa e EUA ecoaram a preocupação de especialistas de que a provável cura pode não ser tão promissora

Sergio Caldas e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2020 | 07h00
Atualizado 19 de maio de 2020 | 21h33

As Bolsas da Ásia fecharam em alta nesta terça-feira, 19, após a  empresa americana Moderna ter divulgado, na última segunda-feira, 18, que obteve resultados positivos em uma possível vacina contra o coronavírusNo entanto, as Bolsas de Nova York e da Europa fecharam em baixa, frente a possibilidade de que o antídoto não seja tão eficaz.

Conforme foi informado ontem pela empresa americana, a primeira vacina contra o novo coronavírus testada em pessoas parece ser segura e capaz de estimular uma resposta imunológica contra o vírus. Os resultados foram baseados na reação das oito primeiras pessoas que receberam, cada uma, duas doses da vacina, a partir de março. 

Porém, nesta terça, a possível descoberta caiu por terra, após o site americano Stat News, especializado em saúde, apontar que uma série de especialistas contestam os resultados promissores apresentados pelo laboratório. A reviravolta da história foi o bastante para derrubar os mercados europeus e americanos. A expectativa é de que a informação seja refletida na próxima quarta-feira, 20, no mercado asiático.

Além da vacina, também pesou nos mercados, a declaração do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, alertou que a retomada total da economia vai depender necessariamente do desenvolvimento de uma vacina. "A reabertura da economia está em andamento e vamos ver como ela ocorre", comentou, sem dar muita certeza aos investidores.

Bolsas da Ásia

O índice acionário japonês Nikkei subiu 1,49% em Tóquio, a 20.433,45 pontos, enquanto o chinês Xangai Composto avançou 0,81%, a 2.898,58 pontos. Em outras partes da Ásia, o Hang Seng se valorizou 1,89% em Hong Kong nesta terça, a 24.388,13 pontos, o sul-coreano Kospi avançou 2,25% em Seul, a 1.980,61 pontos, o Taiex subiu 1,12% em Taiwan, a 10.860,44 pontos, e o Shenzhen Composto - índice chinês formado por empresas de menor valor de mercado - registrou ganho de 1,26%, a 1.823,57 pontos.

Na Oceania, a Bolsa australiana seguiu a onda positiva asiática e terminou o pregão em seu maior patamar em dez semanas. O S&P/ASX 200 avançou 1,81% em Sydney, a 5.559,50 pontos.

Bolsas da Europa 

No velho continente, também impactou os investidores, a declaração do dirigente do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, de que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro poderá ter contração de até 12% este ano, a depender da evolução do coronavírus e também da extensão das quarentenas.

Com isso, a Bolsa de Londres caiu 0,77% e a de Paris recuou 0,89%. Milão Madri tiveram perdas de 2,11% e 2,51%, respectivamente. Já Lisboa e Frankfurt foram na contramão e tiveram ganhos tímidos de 0,15%  e 0,02%.

Bolsas de Nova York

Em Nova York. O Dow Jones fechou em queda de 1,59%, o Nasdaq recuou 0,54% e o S&P 500 cedeu 1,05%. Entre as maiores quedas, estão as ações da Moderna, com perda de 10,41%. Também cederam as ações da Boeing e Caterpillar, com 3,69% e 2,56%, respectivamente.

Petróleo 

Apesar dos temores do mercado, o petróleo terminou em alta nesta terça, após um aumento na demanda e a diminuição da oferta devido a cortes na produção. A valorização vem em sintonia com a reabertura gradual da economia em países como ItáliaEspanha e também no estado de Nova York.

Em resposta, o barril do WTI para junho, referência no mercado americano, fechou com alta de 2,1%, a US$ 32,50 no último dia de negociação. Já o Brent para entrega em julho, referência no mercado europeu, recuou 0,5%, a US$ 34,65 o barril, apesar do cenário favorável para a commodity./ COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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