Kimimasa Mayama/EFE/EPA
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Bolsas da Ásia e Nova York fecham em alta, mas Europa encerra em queda

No continente asiático e nos Estados Unidos, a percepção é a de que o pior da pandemia já pode ter passado; na Europa, as incertezas com a covid-19 ainda dominam

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2020 | 07h00
Atualizado 08 de junho de 2020 | 18h41

As Bolsas da Ásia e dos Estados Unidos fecharam em alta nesta segunda-feira, 8, após uma inesperada recuperação do mercado de trabalho do país americano. A expectativa entre os especialistas, é que talvez o pior da pandemia do coronavírus já tenha passado. No entanto, incertezas frente ao impacto da covid-19 impediram os ganhos do mercado europeu.

O continente asiático foi fortalecido no pregão de hoje, pelas evidências de que o vírus vem tendo impacto menor do que o imaginado em grandes economias da Ásia. A hipótese foi fortalecida por indicadores 'positivos'. No Japão, o Produto Interno Bruto (PIB) se contraiu em 2,2% no trimestre até março, menor que os 3,4% previstos anteriormente. 

Já na China, a balança comercial apresentou desempenho misto em maio, mas as exportações - componente mais observado pelos investidores - tiveram redução anual bem menos intensa do que se projetava, de 3,3%. A expectativa era de recuo de 6,5%.

Na sexta-feira, 5, o relatório de emprego dos EUA - o chamado "payroll" - surpreendeu ao mostrar criação de mais de 2,5 milhões de postos de trabalho em maio. A previsão de analistas era de eliminação de 8 milhões de vagas. Antes disso, o otimismo com o processo de reabertura econômica em várias partes do mundo, após o choque do coronavírus, já vinha sustentando o apetite por risco nos mercados asiáticos. 

Bolsas da Ásia 

Colhendo apenas nesta segunda os resultados positivos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, as Bolsas da Ásia fecharam em alta. O japonês Nikkei subiu 1,37%, enquanto o sul-coreano Kospi se valorizou 0,11%. Os chineses Xangai Composto Shenzhen Composto fecharam com alta de 0,24% e 0,02%, respectivamente. Já o Hang Seng subiu 0,03% em Hong Kong. Na Oceania, a Bolsa australiana não operou nesta segunda devido a um feriado nacional. 

Bolsas da Europa 

Na Europa, onde a reabertura ganha força, os resultados ainda preocupam. A presidente do Banco Central Europeu (BCE)Christine Lagardedisse que o acréscimo de 600 bilhões de euros ao programa de incentivo fiscal de 1,35 trilhão de euros do BCE será essencial para evitar uma recessão ainda mais profunda. Enquanto isso, na Alemanha, a produção industrial do país teve um tombo histórico de 17,9%. Nesse cenário, o Stoxx 600 fechou com queda de 0,23%.

Apesar do otimismo com a reabertura, as incertezas frente ao coronavírus seguraram os ganhos das Bolsas do velho continente. A Bolsa de Frankfurt fechou com queda de 0,22% enquanto a de Londres, teve recuo de 0,18%. Em ParisMadri e Lisboa as quedas foram de 0,43%, 0,30% e 0,24%, respectivamente. Milão foi a única que teve ganho e fechou com alta de 0,22%.

Bolsas de Nova York

O Dow Jones fechou com alta de 1,70%, o S&P 500 teve ganho de 1,20% e o Nasdaq avançou 1,13%, aos 9.924,74 pontos, um recorde para um fechamento. Por lá, a possibilidade do Federal Reserve (Fed, o BC americano), manter os estímulos fiscais para apoiar as empresas na pandemia, também fortaleceu o mercado.

Petróleo 

O dia foi de estresse para o mercado de petróleo, que teve de se contentar com os resultados fracos da reunião do último sábado, 6, feita pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+), que estendeu os cortes na produção de barris até o final de julho. No entanto, o valor já estipulado anteriormente - de uma redução de 9,7 milhões -, foi mantido sem alterações, o que decepcionou os investidores.

Em resposta, o WTI para julho, referência no mercado americano, fechou em queda de 3,44%, a US$ 38,19 o barril. Já o Brent para agosto, referência no mercado europeu, caiu 3,55%, a US$ 40,80 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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