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Bolsas da Ásia fecham em alta impulsionadas por tecnologia

Grande parte das bolsas de valores asiáticas terminou em alta nesta sexta-feira, conduzidas por ações do setor de tecnologia, com o aumento da confiança em uma recuperação sustentável. Contudo, o mercado acionário de Xangai contrariou a tendência, caindo quase 3 por cento em meio a temores de que bancos reduzam empréstimos.

KEVIN PLUMBERG, REUTERS

28 de agosto de 2009 | 08h02

Dados mostraram na quinta-feira que a retração da economia norte-americana no segundo trimestre não foi tão ruim quanto se esperava, e o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu se os estoques forem desconsiderados, incentivando esperanças de que a demanda por exportações asiáticas retornará lentamente.

Ações de companhias envolvidas na fabricação de partes de exportações tecnológicas, como as da japonesa Shin-Etsu Chemical e da Taiwan Semiconductor, deram impulso aos índices domésticos de cada mercado.

O indicador Nikkei, da bolsa de TÓQUIO, subiu 0,57 por cento, para 10.534 pontos, pouco acima da máxima diária desde 6 de outubro, atingida na quarta-feira. Ações da Kyocera e da Canon foram as que mais sustentaram o Nikkei.

A bolsa japonesa registrou ganhos apesar de um declínio recorde no núcleo dos preços ao consumidor e da taxa de desemprego do país ter atingido o nível mais alto de todos os tempos. Alguns analistas estão de olho nas eleições deste final de semana e numa provável vitória da oposição.

"Todas essas tendências negativas podem ser revertidas se o partido DPJ ganhar as eleições do domingo, inspirar confiança, e implementar com sucesso seus planos para impulsionar o consumo doméstico", afirmou o estrategista-chefe de investimentos da SJS Markets, em Hong Kong, por meio de uma nota.

HONG KONG teve queda de 0,71 por cento, a 20.098 pontos, em linha com a fraqueza das ações chinesas.

O recuo da bolsa de XANGAI atingiu os 3 por cento antes de encerrar em baixa de 2,91 por cento, a 2.860 pontos..

O órgão regulador do sistema bancário da China forneceu aos bancos chineses instruções verbais de que não devem acelerar os empréstimos no fim do mês, informaram representantes de várias instituições nesta sexta-feira.

Fontes do setor afirmaram à Reuters que os bancos chineses emprestaram apenas 200 bilhões de iuans (29 bilhões de dólares) até agora neste mês.

No primeiro semestre deste ano, os empréstimos no país superaram a marca de 1 trilhão de iuans, sendo que parte estava relacionada a projetos dirigidos pelo governo e chegou ao mercado acionário, estimulando o rali de Xangai.

SYDNEY subiu 0,87 por cento, enquanto TAIWAN ganhou 1,78 por cento e CINGAPURA encerrou estável. SEUL avançou 0,54 por cento.

Às 7h56 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne as principais bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão avançava 1 por cento, para 364 pontos, se mantendo perto do pico em agosto.

O indicador que monitora o segmento de tecnologia ganhava 1,36 por cento, tendo alcançado o maior patamar em 12 meses.

Como outros importantes índices, o MSCI perdeu força nas últimas semanas após um forte rali ante as mínimas de março, com investidores realizando lucros em um cenário de temores de que os mercados subiram muito além dos fundamentos econômicos e podem estar prestes a sofrer uma correção.

Ainda assim, o MSCI acumula alta de quase 47 por cento até agora neste ano.

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