Lee Jin-man/AP
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Maioria das Bolsas da Ásia fecha em alta; Europa opera com ganhos

Investidores asiáticos reagiram positivamente à notícia do pacote de ajuda econômica nos Estados Unidos

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2020 | 08h32

A maior parte dos mercados acionários da Ásia fechou em alta nesta segunda-feira, 28 - embora os ganhos, em alguns casos, tenham sido modestos. Investidores reagiram de modo positivo à notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, finalmente assinou a liberação de um novo pacote de ajuda econômica, diante dos impactos da covid-19.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,02%, em 3.397,29 pontos. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,05%, a 2.378,54 pontos. Os mercados chineses têm mostrado impulso modesto nos últimos dias. Hoje, ações ligadas ao consumo e a alimentos e bebidas estiveram entre as maiores altas, mas papéis dos setores financeiro e de telecomunicações recuaram.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,74%, a 26.854,03 pontos, terminando na máxima do dia. A assinatura do pacote de estímulos nos EUA na noite de domingo deu suporte às ações no Japão, com papéis de empresas de eletrônicos em destaque. Mas investidores seguem atentos aos impactos da covid-19 na atividade local.

Em Seul, o índice Kospi fechou em alta de 0,06%, em 2.808,60 pontos. O avanço da praça sul-coreana foi atribuído em parte a compras institucionais, com Samsung Electronics ganhando 1,2% e Hyundai Motor, 1,3%. Em Taiwan, o índice Taiex subiu 1,06%, a 14.483,07 pontos.

Na Oceania, a Bolsa de Sydney não operou, por conta de um feriado bancário local.

Na contramão da maioria das praças da Ásia, a Bolsa de Hong Kong fechou em queda de 0,27%, em 26.314,63 pontos. O índice Hang Seng foi pressionado pela queda de 7,98% do Alibaba, após a China lançar na semana passada uma investigação antitruste contra a empresa. Papéis ligados à tecnologia na China em geral seguiram pressionados em Hong Kong, com Xiaomi em queda de 4,0% e AAC Technologies, de 3,0%.

Bolsas da Europa 

Os mercados acionários da Europa operam com ganhos nesta segunda-feira, apoiados pela concretização na semana passada do acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia no Brexit. Além disso, colabora o fato de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, firmou na noite do domingo um pacote de ajuda econômica ao país, após meses de impasse sobre o tema.

O acordo entre Londres e Bruxelas foi anunciado no dia 24, porém já perto do fechamento das bolsas europeias antes do feriado do Natal. Com isso, os índices reagem hoje à notícia. A própria Bolsa de Londres, contudo, está fechada hoje, por causa de um feriado local. O Commerzbank destaca, em relatório, que a notícia de um acordo é melhor do que a ausência dele, mas vê uma deterioração das condições de comércio, em comparação com o quadro atual. Além disso, o banco alemão acredita que a implementação do pacto deve levar a novas disputas entre as partes.

No Reino Unido, a imprensa local aponta que pode ser aprovada para uso nesta semana a vacina contra a covid-19 da Universidade Oxford e da AstraZeneca. O governo local sinalizou que a aplicação do imunizante, ao lado dos já aprovados da Pfizer e da Moderna, poderá acelerar o processo para relaxar restrições à atividade, impostas após ser detectada nova cepa do vírus circulando pelo país.

A agenda do dia é modesta, sem indicadores importantes previstos na Europa. Há ainda expectativa por volumes mais baixos em negociação, na semana final deste ano.

Por volta das 6h40 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,58%, a 398,29 pontos.

Às 6h54, a Bolsa de Frankfurt operava em alta de 1,41%, Paris subia 1,03% e Milão tinha alta de 0,91%. Madri avançava 0,59% e Lisboa, 0,78%. No câmbio, o euro subia a US$ 1,2245, nas máximas do dia, e a libra tinha alta a US$ 1,3552.

Petróleo 

Após exibirem baixas modestas mais cedo, os contratos futuros de petróleo ganhavam força e subiam na manhã desta segunda-feira. O movimento também reflete o novo pacote de estímulos nos EUA. Além disso, o dólar mais fraco ante outras moedas principais dá força às cotações da commodity - que, neste caso, fica mais barata para os detentores das outras divisas. Por outro lado, os riscos à demanda global trazidos pela covid-19 seguem no radar. Às 6h27 (de Brasília), o petróleo WTI para fevereiro subia 0,89%, a US$ 48,66 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês avançava 0,86%, a US$ 51,73 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). 

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