Franck Robichon/EFE/EPA
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Mercados internacionais fecham majoritariamente em alta, ainda de olho nos EUA

Investidores voltaram a precificar hoje, ainda que com menor impulso, o reconhecimento da vitória de Biden e o controle democrata do Congresso americano, que pode gerar mais estímulos para os EUA

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2021 | 07h30
Atualizado 08 de janeiro de 2021 | 19h20

Os mercados internacionais fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, 8, ainda repercurtindo a oficialização da vitória de Joe Biden pelo Congresso americano, além da conquista do controle do legislativo pelos democratas. O andamento da imunização mundial contra o coronavírus e resultados animadores sobre a vacina da Pfizer, também apoiaram os negócios hoje.

Apesar da hostilidade que ainda continua em evidência no cenário político americano, principalmente após Donald Trump, atual presidente dos EUA, dizer que não vai comparecer na posse de Biden, o mercado ainda precifica a vitória democrata, ainda que com menos ímpeto do que o visto nos últimos dias.

Nas mesas de operações, operadores aproveitaram o último dia útil da semana para embolsar lucros obtidos nas últimas sessões, o que deixou os mercados europeus e asiáticos sem sentido único. No entanto, para as próximas sessões, a expectativa ainda é de alta, principalmente diante da chance do governo Biden promover mais estímulos para a economia americana, o que tende a favorecer a recuperação da economia global.

No âmbito do coronavírus, nesta sexta, a agência reguladora do Reino Unido aprovou o uso emergencial da vacina para covid-19 da farmacêutica Moderna, o terceiro imunizante autorizado no país. Além disso, uma pesquisa da Pfizer em parceria com o braço médico da Universidade do Texas sugere que a sua vacina, desenvolvida em parceria com a BioNTech, é capaz de proteger contra as novas variantes do coronavírus descobertas no Reino Unido e na África do Sul.  

Ainda sobre a vacina, a Organização Mundial da Saúde (OMS), por sua vez, recomendou que o intervalo entre as duas doses do imunizante da Pfizer pode ser estendido para seis semanas. 

Bolsas de Nova York

Apesar dos ganhos moderados, os mercados acionários de Nova York renovaram recorde histórico de fechamento, nesta sexta-feira. Os índices chegaram a oscilar em baixa à tarde, à espera de medidas do presidente eleito Joe Biden para estimular a economia, mas voltou a subir no final do pregão, deixando em segundo plano um dado fraco do mercado de trabalho. 

O Dow Jones fechou em alta de 0,18%, o S&P 500, de 0,55% e o Nasdaq, de 1,03%. Os três índices tiveram ganhos semanais. Entre os setores, não houve sinal único, com baixas por exemplo no financeiro, após ganhos recentes, mas altas em tecnologia e serviços de comunicação. Entre ações importantes, Boeing caiu 1,32%, mas Apple subiu 0,86% e Microsoft, 0,61%.

Bolsas da Europa

Especialmente de olho nas notícias favoráveis sobre o coronavírus, o índice pan-europeu Stoxx 600, que lista as principais empresas da Europa, subiu 0,66%, enquanto a Bolsa de Londres teve ganho de 0,24%. Paris avançou 0,66% e Frankfurt ganhou 0,58%, apoiada pelo fortalecimento de 0,9% na produção industrial da Alemanha em dezembro ante novembro, acima da previsão do The Wall Street Journal.

Milão teve ganho de 0,21% e Madri subiu 0,26%. Na contramão, Lisboa caiu 0,69%. Todos os índices fecharam a semana com fortes ganhos, ante a expectativa de mais estímulos nos EUA.

Bolsas da Ásia

As Bolsas da Ásia encerraram majoritariamente em alta. Por lá, chamou atenção o salto de 22,82% nas ações da Hyundai, após relatos de negociações com a Apple para o desenvolvimento de um novo carro elétrico. Por outro lado, o risco que a gestão democrata dos EUA representa para as gigantes asiáticas de tecnologia, ante a possibilidade de regras mais rigídas, pressionou os índices chineses.

A Bolsa de Seul fechou o dia em alta de 3,97%, apoiada principalmente pela Hyundai. Tóquio também foi pela mesma linha e subiu 2,36%, enquanto Hong Kong teve avanço de 1,20%. Já de olho no lado "meio vazio" do copo, na China continentalXangai e Shenzen cederam 0,62% e 0,17% cada. Na Oceania, a Bolsa de Sidney fechou em alta de 0,68%.

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo fecharam o pregão desta sexta em alta, no maior nível em dez meses. A commodity acumulou ganhos em uma semana marcada pela decisão da Arábia Saudita de cortar sua produção em 1 milhão de barris por dia nos dois primeiros meses do ano. Notícias promissoras sobre a vacinação da covid-19 e perspectivas de estímulos fiscais nos EUA também apoiaram os preços. 

Hoje, o contrato do WTI para fevereiro subiu 2,77%, a US$ 52,24 o barril, com alta de 7,67% na comparação semanal. Já o Brent para março avançou 2,96%, a US$ 55,99 o barril, e registrou ganho de 8,08% na semana. Os dois contratos alcançaram o maior nível desde março de 2020./ MAIARA SANTIAGO, IANDER PORCELLA E ANDRÉ MARINHO

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