Bolsas da Ásia fecham em alta; Xangai sobe 1,5%

Declarações do premiê chinês de que a política monetária do país será mantida ajudam os mercados

Ricardo Criez e Hélio Barboza, da Agência Estado,

28 de dezembro de 2009 | 08h32

A maioria das bolsas asiáticas começou a última semana do ano com sinal positivo. Nesta segunda-feira, 28, as bolsas da China tiveram boa influência sobre outros mercados da região. A Bolsa de Sydney, na Austrália, não abriu devido a um feriado.

 

A exceção ficou por conta da Bolsa de Hong Kong, que sofreu com a realização de lucros em ações do setor imobiliário, após os ganhos no pregão da manhã. O índice Hang Seng caiu 36,78 pontos, ou 0,2%, e terminou aos 21.480,22 pontos. Sun Hung Kai Properties deslizou 1,3% e Henderson Land baixou 2%. Já os papéis da China Resources Gas dispararam 16,8%.

 

As Bolsas da China reagiram bem às declarações do premiê Wen Jiabao, de que o governo irá manter a política monetária para garantir a recuperação econômica - isso apesar da preocupação com a inflação e a rápida alta dos preços dos imóveis. O índice Xangai Composto subiu 1,5% e encerrou aos 3.188,79 pontos. O índice Shenzhen Composto também subiu 1,5% e terminou aos 1.186,20 pontos. As ações de corretoras se beneficiaram da expectativa de lançamento de índices futuros em 2010. Citic Securities saltou 3,6% e Guoyuan Securities ganhou 3,3%. Entre as siderúrgicas, Baoshan Iron & Steel avançou 3% e Maanshan Iron & Steel disparou 3,9%.

 

A demanda corporativa de fim de ano por dólares e as expectativas de que o yuan não irá se valorizar num futuro próximo fizeram a moeda chinesa sofrer desvalorização sobre a unidade dos EUA. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8299 yuans, de 6,8272 yuans do fechamento de sexta-feira.

 

Já a Bolsa de Taipé, em Taiwan, apresentou alta pela sétima sessão seguida, por conta das compras para ajuste de carteira do fim de ano. O índice Taiwan Weighted subiu 1,1% e encerrou aos 8.057,49 pontos, o maior fechamento desde 18 de junho de 2008. Destaque para os setores de construção e financeiro, com a presença de investidores em busca de ofertas de ocasião. Shining Building Business disparou 5,2%. Yuanta Financial Holding faturou 3,9%.

 

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul fechou em alta depois que os ganhos nas ações da estatal de energia Korea Electric Power (Kepco) e de companhias ligadas ao setor ofuscaram a realização de lucros em montadoras e empresas de tecnologia. O índice avançou 0,2% e fechou aos 1.685,59 pontos. Um consórcio liderado pela estatal ganhou um contrato avaliado em US$ 20,4 bilhões para construir quatro reatores nos Emirados Árabes Unidos. Os papéis da Kepco saltaram 5%, enquanto Doosan Heavy disparou até o limite de 15%. Samsung Electronics recuou 0,4%, LG Electronics caiu 0,8%, Hyundai Motor cedeu 0,8% e Kia Motors perdeu 2%.

 

Nas Filipinas, a Bolsa de Manila fechou com o índice PSEi em alta de 0,3%, terminando aos 3032,84 pontos. A Bolsa de Cingapura teve alta e atingiu novo recorde em 2009, com ganhos atribuídos a compras para melhoria de portfólio típicas de fim de ano. O índice Straits Times subiu 0.6% e fechou aos 2.855,68 pontos.

 

Na Indonésia, o índice composto da Bolsa de Jacarta subiu 1,4% e fechou aos 2.509,69 pontos, liderado por ganhos em ações relacionadas a commodities por conta da alta dos preços do petróleo e expectativas de sólidos lucros no quarto trimestre.

 

Na Tailândia, o índice SET da Bolsa de Bangcoc avançou 0,5% e fechou aos 733,71 pontos, com predomínio das ações de energia por conta de especulações sobre a PTT que deve anunciar em breve planos de fusão para suas unidades, e também devido a planos da companhia nesta semana de questionar na justiça revisão de suspensão de projetos da indústria estatal Map Ta Phut.

 

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,7% e fechou aos 1,272,73 pontos, por conta de ajustes de portfólio de fim de ano, uma vez que os fundos locais selecionaram ações de financeiras e do setor agrícola. As informações são da Dow Jones.

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