Bolsas da Ásia fecham em baixa por cautela dos investidores

As bolsas de valores da Ásia terminaram em queda nesta quarta-feira, após terem atingido o maior patamar em um ano mais cedo, com investidores cautelosos em aplicar mais recursos em ativos de maior risco.

ERIC BURROUGHS, REUTERS

09 de setembro de 2009 | 08h27

O dólar, um refúgio para os investidores em dias difíceis, registrou desvalorização nesta semana, conforme participantes do mercado favoreceram investimentos de alta rentabilidade e mercados emergentes.

O avanço do ouro acima de mil dólares a onça impulsionou os ganhos de outras commodities.

O dólar australiano recuou após uma queda surpreendente nas vendas no varejo em julho e um esfriamento na concessão de empréstimos imobiliários, o que levantou dúvidas sobre quando o banco central do país começará a elevar a taxa básica de juro. O mercado de SYDNEY caiu 0,04 por cento, para 4.522 pontos.

O indicador Nikkei, de TÓQUIO, cedeu 0,78 por cento, para 10.312 pontos, com a Canon e outros exportadores abatidos pela firmeza do iene. O segmento bancário também declinou após o JP Morgan reduzir a recomendação de dois dos maiores bancos do Japão.

O JP Morgan reduziu sua recomendação para as ações do Mitsubishi UFJ Financial Group e do Sumitomo Mitsui Financial Group de "acima da média do mercado" para "neutra".

O mercado sentiu pressão adicional das perdas sofridas pelas ações chinesas, com HONG KONG em queda de 1,04 por cento. Contudo, a bolsa de XANGAI subiu 0,54 por cento.

"Tem havido muita preocupação sobre a firmeza do iene nesta semana, e também hoje estamos tendo venda de papéis do setor bancário --aparentemente por investidores estrangeiros-- após a redução na classificação (pelo JP Morgan)", disse Hiroaki Kuramochi, diretor da divisão de ativos da Tokai Tokyo Securities.

"Essa venda de ações financeiras é ao menos um obstáculo para o Nikkei avançar acima de 10.500 (pontos)."

O índice KOSPI, de SEUL, caiu 0,74 por cento, para 1.607 pontos. Papéis de consumo arbitrário e dos setores de telecomunicação e tecnologia apresentaram os piores desempenhos.

A sul-coreana LG Electronics, terceira maior fabricante de celulares do mundo, foi a companhia que mais pressionou o KOSPI, afundando 8 por cento após o Nomura reduzir sua preço-alvo e revisar para baixo sua estimativa de lucro no quatro trimestre.

A bolsa de TAIWAN retrocedeu 0,87 por cento, enquanto CINGAPURA perdeu 0,39 por cento.

Às 8h18 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne as principais ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão recuava 0,50 por cento, para 376 pontos, revertendo ganhos iniciais que o levaram a a alcançar a máxima em um ano.

Até agora neste ano, o MSCI acumula alta de 53 por cento, superando um avanço de quase 23 por cento nos mercados acionários mundiais.

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