Bolsas da Ásia fecham sem tendência com bancos sob pressão

As bolsas de valores da Ásia fecharam sem tendência única nesta sexta-feira, com o setor financeiro sob pressão, enquanto o dólar recuou após líderes do G20 prometerem manter algumas medidas de estímulo até que a recuperação seja mais evidente.

KEVIN PLUMBERG, REUTERS

25 de setembro de 2009 | 08h10

O índice Nikkei, de TÓQUIO, liderou o declínio dos mercados acionários asiáticos, recuando 2,64 por cento, para 10.265 pontos. O movimento foi conduzido pelo segmento financeiro em meio a preocupações sobre possíveis grandes ofertas de ações.

A Nomura Holdings, maior corretora do Japão, despencou cerca de 16 por cento após ter anunciado planos de emitir até 5,6 bilhões de dólares em ações.

O setor também foi pressionado pelo ministro de Serviços Financeiros, Shizuka Kamei, que expressou interesse em introduzir uma moratória sobre o reembolso de empréstimos hipotecários e bancários para ajudar empresas de pequeno e médio portes.

"Preocupações sobre a ideia de moratória e as notícias sobre a Nomura estão pressionando o setor financeiro", disse Junichi Misawa, gerente sênior de fundos da STB Asset Management, em Tóquio.

As perdas foram generalizadas, com tradings como a Itochu prejudicadas pela fraqueza dos preços das commodities e exportadores sob pressão diante da valorização do iene frente ao dólar.

"Há uma percepção de incerteza no mercado, conforme as medidas econômicas tomadas ao redor do mundo enfrentam um ponto de virada, embora a economia real pareça ter chegado no fundo do poço a esta altura", explicou Misawa.

Às 8h02 (horário de Brasília), o indicador MSCI que reúne as principais bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia ligeiros 0,08 por cento, para 389 pontos, não muito longe da máxima em 13 meses alcançada na quarta-feira.

O segmento de consumo foi claramente o favorito entre os investidores em razão dos comunicados do G20 para promover contas correntes mais equilibradas.

"Nossa postura de negócios continua 'pró-risco', refletindo nossa visão de que esse recuo --como os anteriores-- provavelmente será temporário", afirmou Dominic Wilson, diretor de pesquisa de mercado do Goldman Sachs, em uma nota.

Contudo, a confiança foi abalada por comentários da China de que o mundo precisa começar a preparar estratégias de saída das políticas de estímulo adotadas para sustentar as economias durante a crise financeira, segundo participantes do mercado.

A bolsa de XANGAI cedeu 0,52 por cento, registrando a maior queda semanal em seis semanas, puxada por ações do segmento de metais.

Em HONG KONG, o índice Hang Seng caiu 0,13 por cento, encerrando no nível mais baixo em mais de uma semana devido aos setores bancário e de telecomunicações.

CINGAPURA recuou 0,17 por cento e SEUL perdeu 0,14 por cento.

Na contramão, SYDNEY subiu 0,26 por cento e TAIWAN avançou 0,29 por cento.

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