Bolsas da Ásia mantêm ganhos antes de dados dos EUA

As bolsas de valores da Ásia encerraram a semana em alta antes da divulgação dos dados de emprego dos Estados Unidos nesta sexta-feira. O movimento ocorreu apesar de queda em ações de bancos e do setor imobiliário, pressionadas por preocupações sobre o ritmo de recuperação econômica dos EUA.

CHARLOTTE COO, REUTERS

04 de dezembro de 2009 | 08h58

Investidores realizaram lucros sobre o ouro depois que o metal bateu recorde e futuros do petróleo recuaram pela terceira sessão consecutiva depois de números decepcionantes do setor de serviços dos EUA.

Economistas ouvidos pela Reuters prevêem que 130 mil empregos foram perdidos nos EUA em novembro, ante uma perda de 190 mil postos em outubro. A taxa de desemprego é esperada em 10,2 por cento, sem alteração em relação ao mês anterior. Os dados serão divulgados às 11h30 (horário de Brasília).

As ações na Ásia se recuperaram esta semana depois de perdas acentuadas sofridas na semana anterior quando preocupações sobre a dívida de Dubai fizeram os mercados da região fecharem nos menores patamares em meses.

A bolsa de TÓQUIO fechou nesta sexta-feira em alta de 0,45 por cento, superando os 10.000 pontos pela primeira vez em cinco semanas. O indicador acumulou ganho de 10,4 por cento nesta semana, o maior ganho semanal em um ano, impulsionada por cobertura de posições de investidores internacionais e medidas adicionais adotadas pelo banco central para apoiar a economia.

"Para novos ganhos os investidores precisam ver com mais clareza as políticas econômicas do Japão, junto com os dados de emprego dos Estados Unidos que podem ainda gerar surpresas no mercado", disse Kenichi Hirano, da Tachibana Securities.

A bolsa de SEUL avançou 0,60 por cento, a 1.624 pontos, apoiada em dados econômicos positivos e ganhos nos setores de estaleiros e de tecnologia. A economia do país cresceu mais rápido que o esperado no terceiro trimestre o que ajudou a bolsa local a acumular alta de 6,6 por cento na semana, a melhor performance desde março.

Apesar disso, o índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão operava em queda de 0,59 por cento às 7h47 (horário de Brasília). Mas o indicador ainda sustenta de duas vezes desde atingir mínima recorde em março.

A bolsa de XANGAI subiu 1,61 por cento, HONG KONG recuou 0,25 por cento e TAIWAN sofreu perda de 0,44 por cento. CINGAPURA registrou baixa de 0,61 por cento e SYDNEY se desvalorizou em 1,52 por cento.

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