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Bolsas da Ásia recuam a menor nível no mês com aversão a risco

O aprofundamento da crise econômica e de temores sobre o setor financeiro global puxou as ações asiáticas para o menor patamar do mês nesta quarta-feira, levando investidores a se voltarem a ativos de baixo risco, como títulos de governo. Os setores manufatureiro e imobiliário dos Estados Unidos foram os que relataram maior fraqueza na terça-feira, mas o destino das montadoras norte-americanas também está mantendo os investidores asiáticos preocupados após a General Motors e a Chrysler terem pedido quase 22 bilhões de dólares em empréstimos adicionais ao governo dos EUA. "A projeção é tão chocante. Todos os números econômicos em toda parte são tão ruins, é muito, muito difícil ver esse mercado fazendo qualquer progresso no curto prazo", disse David Spry, gerente de pesquisa da corretora FW Holst, na Austrália. O índice MSCI que reúne as principais bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,5 por cento por volta das 7h46 (horário de Brasília), depois de ter atingido o menor nível desde 26 de janeiro mais cedo. Já o Nikkei, de TÓQUIO, caiu 1,45 por cento, para o fechamento mais baixo em quase quatro meses. O indicador recuou pela sexta sessão num total de sete, elevando as perdas até agora neste ano para cerca de 11 por cento. Ainda assim, o mercado acionário japonês está se saindo bem melhor do que o norte-americano, onde o índice S&P 500 e o Dow Jones estão perto do menor patamar desde a mínima dos últimos 11 anos atingida em 20 de novembro. Os declínios globais continuam apesar das ações dos governos para estimular suas economias, incluindo o pacote econômico de 787 bilhões de dólares dos Estados Unidos, que foi aprovado na terça-feira pelo presidente do país, Barack Obama. XANGAI ficou entre as bolsas asiáticas mais afetadas pela baixa do dia, despencando 4,7 por cento. Indicadores sugerem que o fluxo de entrada de capital novo no mercado está secando. A bolsa de SYDNEY e a de SEUL registraram queda de mais de 1 por cento cada uma, enquanto CINGAPURA e TAIWAN apresentaram leves ganhos. HONG KONG também fechou em alta de 0,5 por cento. Entre as quedas mais acentuadas do dia estiveram instituições financeiras asiáticas como o grupo japonês Mitsubishi UFJ Financial Group e o sul-coreano KB Financial Group.

RAFAEL NAM, REUTERS

18 de fevereiro de 2009 | 08h14

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