Bolsas da Ásia recuam em meio à cautela sobre China

Grande parte das bolsas asiáticas terminou em baixa nesta sexta-feira, com investidores mantendo olhar atento ao movimento das ações chinesas. A divulgação de dados econômicos mistos nos Estados Unidos trouxe cautela, impulsionando o iene, considerado um ativo mais seguro.

REUTERS

21 de agosto de 2009 | 08h30

O índice de Nikkei fechou em queda de 1,4 por cento, a 10.238 pontos, pressionado pela valorização do iene frente ao dólar. A Toyota e outras montadoras também registraram perdas em meio a notícias de que os Estados Unidos irão encerrar um programa de incentivo à troca de carros velhos por modelos mais novos.

Os papéis da Honda afundaram 4,1 por cento, enquanto os da Nissan desabaram 5,2 por cento.

"Incerteza sobre a direção do mercado acionário chinês e notícias sobre o término do programa de incentivo à indústria automotiva nos Estados Unidos estão puxando o mercado para baixo", disse Masaru Hamasaki, estrategista sênior da Toyota Asset Management.

"Notícias do final do programa vieram como uma surpresa e espalharam preocupações sobre uma queda nas vendas como resultado. Isso é negativo para as ações do setor automotivo", acrescentou Hamasaki.

Participantes do mercado disseram que o declínio foi motivado pela alta da moeda japonesa, que reduz os lucros dos exportadores quando repatriados, e pela fraqueza do mercado de HONG KONG, que retrocedeu 0,64 por cento, para 20.199 pontos.

Contudo, o indicador de XANGAI avançou 1,69 por cento, para 2.960 pontos, após ter saltado 4,5 por cento na sessão anterior. A bolsa chinesa perdeu cerca de 15 por cento em apenas duas semanas, preocupando investidores globais que tentam monitorar como a recuperação da economia da China está se saindo, enquanto enfrentam contínuos sinais mistos de perspectiva de melhora nas principais economias ocidentais.

"A confiança do investidor ainda não se recuperou completamente apesar da alta de ontem", disse Zhou Lin, analista da Huatai Securities, em Nanjing.

Uma agência de estudos do governo chinês informou que o Produto Interno Bruto (PIB) da China crescerá cerca de 8,5 por cento no terceiro trimestre frente igual período do ano anterior, elevando ritmo de expansão ante o avanço de 7,9 por cento de abril a junho.

A bolsa de SYDNEY recuou 1,99 por cento, enquanto TAIWAN cedeu 1,16 por cento e CINGAPURA teve oscilação negativa de 0,57 por cento.

Na direção contrária, as ações negociadas em SEUL subiram 0,29 por cento.

Às 8h25 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne os principais papéis da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,44 por cento, para 355 pontos.

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