Bolsas da Ásia sobem com cautela após corte da Itália

As bolsas de valores asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, com exceção de Tóquio, mas com cautela depois do rebaixamento da Itália pela Standard & Poor's e enquanto a Grécia negociava empréstimos com os credores internacionais, em meio a preocupações de que a crise de dívida da Europa desencadeie uma crise bancária.

ALEX RICHARDSON, REUTERS

20 de setembro de 2011 | 08h03

"Embora o rebaixamento e a perspectiva negativa para a economia italiana não sejam uma surpresa, o fato de que a crise saiu de um país periférico para um país central é suficiente para espalhar certa aversão a risco hoje", disse Jonathan Sudaria, operador da Capital Spreads em Londres.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 1,61 por cento, em parte compensando as perdas registradas nos mercados mundiais na segunda-feira, quando a bolsa japonesa estava fechada. O índice MSCI da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão já tinha leve alta de 0,23 por cento.

O MSCI acumula declínio de 21,8 por cento em relação à máxima do ano, atingida em abril.

A S&P reduziu a nota de crédito da Itália em um ponto, para "A/A-1", e manteve a perspectiva negativa, alertando para a piora das projeções de crescimento e as incertezas políticas do país.

Os credores internacionais disseram à Grécia na segunda que o país precisa reduzir seu setor público para garantir o recebimento de novos empréstimos emergenciais. As teleconferências serão retomadas nesta terça entre o ministro das Finanças Evangelos Venizelos, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O índice de Seul subiu 0,94 por cento. O mercado se valorizou 0,51 por cento em Hong Kong e 0,16 por cento em Taiwan, enquanto o índice referencial de Xangai avançou 0,41 por cento. Cingapura teve alta de 0,86 por cento e Sydney fechou em queda de 1,01 por cento.

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