Bolsas da Ásia sobem com dados de empregos dos EUA

As bolsas de valores da Ásia avançaram nesta sexta-feira, impulsionadas por dados de empregos do setor privado nos Estados Unidos esta semana que criaram otimismo sobre o relatório oficial do governo do país de postos de trabalho.

RAFAEL NAM, REUTERS

05 de junho de 2009 | 07h46

Os dados de emprego que serão divulgados nesta sexta-feira devem mostrar que os empregadores norte-americanos cortaram 539 mil empregos em maio, menos que os 539 mil empregos eliminados em abril. A taxa de desemprego deve avançar de 8,9 para 9,2 por cento.

Um dado muito acima das expectativas pode minar as expectativas de que o pior já passou para a economia global, algo que tem feito os mercados acionários de Seul a Londres disparar desde o início de março.

Porém, nem todos os sinais são positivos.

A maior parte dos varejistas norte-americanos divulgou dados de vendas decepcionantes em maio, enquanto as taxas cobradas de hipotecas nos Estados Unidos subiram para o maior nível em quase seis meses na última semana, apesar dos esforços do governo em manter os juros desses empréstimos baixos.

O índice MSCI que reúne mercados da Ásia com exceção do Japão subia 1,18 por cento, às 7h41 (horário de Brasília), a 331 pontos, ganhando parte do terreno perdido na baixa de 1,19 por cento da véspera. O Índice subiu quase 3 por cento esta semana, o que leva os ganhos desde o início de março a 63 por cento.

A sessão foi marcada por alta nas ações da BHP Billiton e da Rio Tinto que ajudaram a bolsa de SYDNEY a registrar valorização de 0,9 por cento.

A bolsa de TÓQUIO subiu 1 por cento, a 9.768 pontos, enquanto em SEUL houve valorização de 1,2 por cento.

Em XANGAI houve queda de 0,48 por cento, CINGAPURA teve ganho de 1,42 por cento e TAIWAN recuou 0,28 por cento. HONG KONG teve ganho de 0,96 por cento.

As bolsas de valores da Ásia também foram impulsionados por dados na quinta-feira que mostraram que menos trabalhadores norte-americanos pediram auxílio-desemprego pela terceira semana consecutiva e que a produtividade subiu mais rápido que o esperado no primeiro trimestre.

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