Bolsas da Ásia sobem com expectativa sobre estímulos

As bolsas de valores da Ásia subiram nesta segunda-feira, impulsionadas por avaliação de que a maior taxa de desemprego em 26 anos e meio vai forçar autoridades monetárias a manter estímulos econômicos até que uma recuperação esteja mais disseminada.

KEVIN PLUMBERG, REUTERS

09 de novembro de 2009 | 08h12

Nos mercados de bônus as preocupações cresceram sobre como os governos pagarão todos os pacotes de ajuda econômica. O rendimento do bônus de 10 anos do governo japonês subiu para maior nível em quatro meses e meio e o spread dos Tresuries de 10 anos dos Estados Unidos avançou.

Reunião de líderes das finanças do G20 neste final de semana terminou sem propostas concretas para reequilibrar a economia global.

"De um lado, quanto mais a recuperação não estiver forte o bastante, mais os bancos centrais vão continuar apoiando liquidez e os preços dos ativos podem se beneficiar", disse Sebastien Barbe, estrategista do Calyon em Hong Kong.

"Por outro lado, os bancos centrais podem começar a apertar condições monetárias nos próximos trimestres, mas somente quando o crescimento econômico ganhar força suficiente e sustentabilidade, e essa força econômica restaurada pode também apoiar os preços dos ativos apesar das restrições dos bancos centrais", acrescentou.

O índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 1,93 por cento às 7h50 (horário de Brasília). O indicador acumular valorização de cerca de cinco por cento desde que bateu menor nível em um mês na semana passada.

A bolsa de TÓQUIO registrou valorização de 0,2 por cento, a 9.808 pontos. Enquanto isso, o mercado em SYDNEY teve alta de 1,76 por cento.

As ações da AXA Pacific Holdings disparou 32 por cento depois que a seguradora rejeitou plano de 10,3 bilhões de dólares que faria seus ativos serem divididos entre sua controladora e uma rival.

SEUL exibiu ganho de 0,28 por cento e XANGAI teve alta de 0,36 por cento. TAIWAN apurou valorização de 0,99 por cento, HONG KONG subiu 1,73 por cento e CINGAPURA fechou em alta de 1,32 por cento.

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