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Bolsas da Ásia sobem, mas temor sobre realização continua

As bolsas de valores da Ásia fecharam em alta nesta terça-feira, revertendo fortes perdas registradas na sessão passada, com investidores preocupados se mais ondas de realização de lucros resultarão no fim do otimismo que emergiu da crise financeira.

REUTERS

18 de agosto de 2009 | 08h26

O mercado acionário da China permaneceu com forte volatilidade na terça-feira. O índice de XANGAI subiu mais de 1 por cento após atingir a mínima diária em dois meses no início do pregão, arrastando a maioria das bolsas asiáticas para território negativo.

Na segunda-feira, o indicador sofreu a maior queda diária em nove meses, com investidores assombrados por temores de que a China está revendo políticas para concessão de empréstimos bancários.

O declínio das ações chinesas impactou outros mercados, estimulando preocupações entre alguns analistas de que o avanço dos preços de ativos foi muito longe, superando os fundamentos econômicos e as fracas perspectivas de resultados.

"A história nos diz quando os mercados subiram tanto quanto fizeram no segundo trimestre, eles devem recuar. É difícil dizer onde está o fundo do poço, mas eu não acho que está longe de onde estamos agora", disse Mark Matthews, estrategista para a região Ásia-Pacífico da Fox-Pitt Kelton, em Hong Kong.

"Este é um mercado em alta conduzido por liquidez. Não é um mercado em alta por valorizações."

O índice Nikkei, de TÓQUIO, fechou em alta de 0,16 por cento, a 10.284 pontos, em meio à compra de papéis do setor de tecnologia no final da sessão.

A Mitsubishi e outras tradings perderam terreno após os preços das commodities caírem por crescentes dúvidas sobre a recuperação econômica. Contudo, a queda foi minimizada pelo avanço de ações defensivas, vistas como resistentes em períodos de incertezas econômicas, como as do segmento de telecomunicações e de varejo.

"Todo mundo entende que os preços das ações parecem ter avançado muito, e estão assumindo uma posição de cautela baseados na hipótese de que elas vão experimentar um recuo agora", afirmou Tomomi Yamashita, gerente de fundos da Shinkin Asset Management.

Ações negociadas em CINGAPURA avançaram 0,85 por cento. SEUL ganhou 0,21 por cento e HONG KONG subiu 0,84 por cento.

Na contramão, a bolsa de SYDNEY cedeu 0,15 por cento, enquanto TAIWAN caiu 2,05 por cento.

Às 8h20 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne as principais bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,27 por cento, para 354 pontos.

O MSCI despencou 3,7 por cento na segunda-feira, maior declínio diário desde 30 de março. Mas o indicador ainda acumula alta de 67 por cento desde 9 de março, quando um rali global dos mercados acionários começou, sinalizando uma melhora no apetite por risco dos investidores.

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