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Com Hong Kong, Bolsas da Ásia e EUA fecham em queda; Europa encerra com ganhos

Mercados internacionais prestaram atenção na situação de China com Hong Kong e a tensão entre a segunda maior economia do mundo com os EUA

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2020 | 07h00

As Bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta quinta-feira, 28, com algumas sustentadas pelo gradual processo de reabertura econômica, após o choque do coronavírus, e outras influenciadas pelas crescentes tensões entre Estados Unidos China, que também derrubaram as Bolsas de Nova York. Já na Europa, o dia foi de ganhos e os mercados fecharam em alta.

Após o encerramento dos negócios chineses, a legislatura do país aprovou uma resolução autorizando seu Comitê Permanente a elaborar uma nova lei de segurança nacional para Hong Kong, assunto que vem deteriorando ainda mais a relação entre EUA e China desde a semana passada. O aval à resolução ocorreu um pouco antes do fim da reunião anual do Congresso Nacional do Povo. 

Na quarta-feira, 27, o Secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse que Hong Kong não dispõe mais de autonomia em relação à China. No final do dia, os mercados ficaram ainda mais preocupados, após Donald Trump anunciar que fará uma entrevista coletiva na próxima sexta-feira, 29, apenas para falar sobre o país asiático. O aviso fez crescer o temor de que novas sanções sejam anunciadas.

Bolsas da Ásia

O índice acionário Nikkei subiu 2,32% em Tóquio, a 21.916,31 pontos, favorecido pelo bom desempenho de ações financeiras e de montadoras. No começo da semana, o governo do Japão removeu o estado de emergência motivado pela covid-19 que ainda vigorava em regiões economicamente mais importantes.

Já os mercados da China continental terminaram o pregão em direções opostas e com variações moderadas. O Xangai Composto avançou 0,33%, a 2.846,22 pontos, mas o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,25%, a 1.769,70 pontos.

O Hang Seng caiu 0,72% em Hong Kong nesta quinta, a 23.132,76 pontos, enquanto o Kospi cedeu 0,13% em Seul, a 2.028,54 pontos, após o Banco Central da Coreia do Sul cortar seu juro básico a uma nova mínima histórica, mas também prever contração do Produto Interno Bruto (PIB) do país este ano em função do coronavírus, e o Taiex registrou baixa de 0,64% em Taiwan, a 10.944,19 pontos.

Na Oceania, a Bolsa australiana fechou no maior patamar em três meses após o presidente do BC local (RBA), Philip Lowe, dizer a uma comissão parlamentar constituída para discutir a covid-19 que está agora menos desanimado em relação à perspectiva econômica do país. O S&P/ASX 200 avançou 1,32% em Sydney, a 5.851,10 pontos. 

Bolsas da Europa 

O pacote de 750 bilhões de euros anunciados pelo bloco manteve o bom humor da Europa. O Commerzbank comenta em relatório que ainda há questões em aberto e também lembra que todos os países-membros precisarão dar apoio unânime à iniciativa, o que pode ser uma dificuldade. Animou ainda os investidores, a retomada gradual da economia. Em meio à esse cenário, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com ganho de 1,64%.

Com as notícias positivas, as Bolsas da Europa fecharam com ganho nesta quinta. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 1,21%, e em Frankfurt, o DAX subiu 1,06%. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 teve ganho de 1,76% e em Milão, o índice FTSE-MIB se destacou, em alta de 2,46%. Na Bolsa de Madri, o índice IBEX-35 subiu 0,69% e em Lisboa, o PSI-20 avançou 1,77%.

Bolsas de Nova York

Além do aumento das tensões entre as duas maiores potências do mundo, dados econômicos negativos vindos dos Estados Unidos ganharam a atenção do mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) do país americano encolheu 5% apenas no primeiro trimestre de 2020, devido ao novo coronavírus. O resultado ainda foi pior que o esperado pelos analistas da Bloomberg, que estivama queda de 4,8%.

As Bolsas de Nova York caíram no final do pregão. O índice Dow Jones recuou 0,58%, o S&P 500 cedeu 0,21% e o Nasdaq registrou baixa de 0,46%. Entre as ações que mais caíram, estão as do Twitter, com queda de 4,45%, após Trump assinar um decreto que permite que as redes sociais sejam punidas na justiça por determinados tipos de ação. 

Petróleo

Apesar de passar boa parte do pregão em queda, a commodity registrou ganhos no final da tarde, com o aumento do otimismo por conta do arrefecimento das preocupações com excesso de oferta, com produtores concordado com cortes voluntários. Nem mesmo o relatório do Departamento de Energia dos EUA (DoE), que apontou um estoque total de 7,928 milhões de barris no país americano desanimou o mercado.

Em resposta, o petróleo WTI para julho, referência no mercado americano, fechou em alta de 2,74%, a US$ 33,71 o barril. Já o Brent para agosto, referência no mercado europeu, avançou 1,64% a US$ 36,03 o barril. /COLABORARAM IANDER PORCELLA, GABRIEL BUENO DA COSTA E MAIARA SANTIAGO

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