Bolsas da Europa ampliam perdas por crise no Egito

As bolsas de valores da Europa fecharam em queda nesta sexta-feira, pressionadas por temores sobre a escalada dos protestos no Egito. O aumento no gasto dos consumidores norte-americanos não foi suficiente para animar os mercados diante de um PIB dos Estados Unidos menor que o esperado.

REUTERS

28 de janeiro de 2011 | 15h29

O índice que agrega as principais ações europeias FTSEurofirst 300 fechou com queda de 0,84 por cento, a 1.144,89 pontos.

"O número de gasto dos consumidores foi bom, segundo os dados do PIB, mas a menos que o cenário geral do crescimento esteja acima das previsões, eles não vão esquentar o mercado", afirmou Heino Ruland, estrategista da Ruland Research, de Frankfurt.

A cautela dos investidores sobre a situação no Canal de Suez, crucial para a importação europeia de petróleo e bens asiáticos, sustentou a venda de ações na sessão em meio ao aumento dos choques entre forças do governo e manifestantes que reivindicam a saída do presidente egípcio, Hosni Mubarak, do poder.

O PIB norte-americano cresceu 3,2 por cento no último trimestre de 2010, número ligeiramente menor que as previsões, embora o gasto dos consumidores tenha tido a maior alta em mais de quatro anos e as exportações tenham sido fortes.

As mineradoras recuaram já que os investidores adotaram uma visão cautelosa da economia global. Vedanta, Anglo American e a Kazakhmys caíram de 2,3 por cento a 4,5 por cento.

Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em baixa de 1,40 por cento, a 5.881 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,74 por cento, para 7.102 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 recuou 1,41 por cento, para 4.002 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib encerrou em baixa de 1,28 por cento, a 22.025 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou desvalorização de 0,75 por cento, para 10.747 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 teve variação positiva de 0,06 por cento, para 7.747 pontos.

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