finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Bolsas da Europa caem com dados sobre recessão no Japão

Depois de Reino Unido, Alemanha, Itália e zona do euro, 2ª maior economia do mundo confirma quadro recessivo

Agência Estado,

17 de novembro de 2008 | 07h57

As bolsas da Europa começam a semana em queda diante da informação sobre mais uma grande economia, a segunda do mundo, oficialmente em recessão: o Japão. A crise financeira global aumentou as perdas do país asiático no comércio internacional e enfraqueceu ainda mais a demanda doméstica. Às 7h40 (de Brasília) Frankfurt caía 0,16%, Londres tinha queda de 0,43%, Madri cedia 1,48% e Paris subia 0,01%.   Veja também: PIB do Japão recua 0,1% e país entra em recessão G-20 se compromete a evitar novas barreiras comerciais por um ano Leia o comunicado do G-20 na íntegra   Veja as medidas que precisam ser adotadas   De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Depois do Reino Unido, Alemanha, Itália e, pela primeira vez desde sua criação, a zona do euro, nesta segunda a confirmação de um quadro recessivo vem do Japão. O Produto Interno Bruto (PIB) do país contraiu-se em 0,1% entre julho e setembro, depois de ter recolhido 0,90% (dado revisado) no trimestre anterior.   Líderes reunidos na cúpula do G-20 neste sábado prometeram trabalhar juntos e "fazer mais" para tirar a economia mundial da crise. "Estamos determinados a aumentar nossa cooperação para restabelecer o crescimento global e chegar às reformas necessárias no sistema financeiro mundial", disse o comunicado assinado pelos líderes do grupo, países que representam 85% da economia mundial.   No comunicado, o G-20 lança um plano de ação com 47 recomendações para combater a crise, entre elas medidas emergenciais que precisam ser adotadas até o dia 31 de março do ano que vem. Uma nova reunião foi convocada para o final de abril, já com a presença do novo presidente dos EUA, Barack Obama.   Ásia   O movimento comprador no mercado futuro e o ligeiro enfraquecimento do iene diante do dólar ajudaram a tirar do território negativo o índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio. Depois de cair mais de 2% na sessão da manhã, o índice chegou a operar em alta de mais de 3%, para encerrar o pregão com um avanço de 60,19 pontos, ou 0,71%, aos 8.522,58 pontos.   Apesar dos ganhos, os especialistas dizem que o sentimento do mercado continua frágil, dada a instabilidade econômica global. "Há um risco de que o Nikkei caia para menos de 8 mil pontos no curto prazo", disse Masatoshi Sato, estrategista da corretora Mizuho Investors Securities. "O desempenho das bolsas dos EUA deverá ditar a direção do mercado de Tóquio agora que a maioria dos balanços corporativos do segundo trimestre já saiu", acrescentou.   Os mercados de Bangcoc e Xangai seguiram o japonês. O índice SET de Bangcoc subiu +0,68%, enquanto que o índice de Xangai aumentou +2,22%. Já na Coréia do Sul, a bolsa fechou em baixa. O índice Kospi da Bolsa de Seul caiu 9,94 pontos (-0,91%), aos 1.078,32. O indicador de valores tecnológicos Kosdaq perdeu 2,47 pontos (-0,78%), para 314,98.  

Tudo o que sabemos sobre:
BolsasEuropaJapãorecessãoÁsia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.