Staff/Reuters
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Bolsas da Europa caem na abertura por tensão EUA-China; Ásia fecha em tom mais otimista

Mercados internacionais não apontam para sinal único nesta quarta-feira, 6, em mais um sinal de volatilidade por conta da pandemia do novo coronavírus

Sergio Caldas e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2020 | 06h59

Em mais um sinal da forte volatilidade que atinge os mercados financeiros ao redor do mundo, índices de Ásia e Europa têm direções opostas na manhã desta quarta-feira, 6, com cada um em meio a uma expectativa diferente. 

No continente oriental, as Bolsas fecharam em alta generalizada. O primeiro motivo é em relação às possíveis reaberturas ou afrouxamento do isolamento social, em países como Estados Unidos, alguns na Europa e na própria região do Pacífico também. Além disso, o banco central chinês (PboC) enfraqueceu a taxa de paridade do yuan em relação ao dólar, num aparente gesto de boa vontade de Pequim em meio a crescentes tensões entre EUA e China relacionados à origem da pandemia. 

Já na Europa, os índices caem, quase de forma generalizada, principalmente, por receios em relação, justamente, às tensões entre Estados Unidos e China, ligadas à pandemia. Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o governo chinês cometeu um "erro horrível" na resposta ao vírus, e, segundo ele, encobriu a real situação no país, o que teria permitido a disseminação no mundo. Além disso, o petróleo WTI, negociado na Bolsa de Nova York, nos Estados Unidos, vem caindo ao longo desta madrugada, o que também influencia o humor dos investidores. Indicadores da Europa também estão no radar. 

Bolsas da Europa

Na Alemanha, as encomendas à indústria sofreram tombo histórico de 15,6% em março ante fevereiro. Às 4h21, no horário de Brasília, a Bolsa de Frankfurt caía 0,07% e a de Paris recuava 0,34%, mas a de Londres subia 0,11%. Já em Milão, Madri e Lisboa, as perdas eram de 0,34%, 0,60% e 0,11%, respectivamente. 

Bolsas da Ásia 

Os mercados da China continental, que não operavam há três dias úteis devido a feriado locais, voltaram com tom positivo. O índice Xangai Composto subiu 0,63%, a 2.878,14 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,53% a 1.790,28 pontos. O PBoC estabeleceu a taxa de paridade cambial desta quarta em 7,0690 yuans por dólar, 0,17% mais fraca que a taxa de 7,0571 yuans por dólar de quinta-feira, último dia antes da sequência de feriados na China.

A iniciativa do BC chinês veio após o governo dos EUA voltar a culpar a China pela pandemia de coronavírus que, segundo autoridades em Washington, teria começado por uma "falha" ocorrida em um laboratório de Wuhan, cidade chinesa onde o surto teve início. 

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng se valorizou 1,13% em Hong Kong, a 24.137,48 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi voltou de um feriado avançando 1,76% em Seul, à máxima do pregão de 1.928,76 pontos, e o Taiex ficou praticamente estável em Taiwan, apresentando ganho marginal apenas em pontos, a 10.774,98. Como nos últimos dois dias, a Bolsa japonesa permaneceu fechada devido a feriados locais.

Na Oceania, a Bolsa australiana contrariou o viés positivo da Ásia, e o S&P/ASX 200 caiu 0,42% em Sydney, a 5.384,60 pontos. 

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo operam sem direção única na madrugada desta quarta-feira, com o WTI voltando a se enfraquecer após uma recente sequência de ganhos, em reação a um forte avanço no volume de petróleo bruto estocado nos EUA na última semana, de 8,4 milhões de barris, segundo pesquisa do American Petroleum Institute (API).

A previsão de analistas para o levantamento oficial, que o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) americano divulga, é de aumento de 7,4 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto do país. A pandemia de coronavírus tem prejudicado a demanda pelo petróleo e, consequentemente, levado a uma expansão dos estoques da commodity. Às 4h34 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para junho caía 0,73% na Nymex, a US$ 24,38, enquanto o do Brent para julho subia 0,23% na ICE, a US$ 31,04. 

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