Courtney Crow/New York Stock Exchange via AP
Courtney Crow/New York Stock Exchange via AP

Bolsas da Europa e Nova York sobem de olho em recuperação econômica, mas Ásia cai

Índices europeus comemoraram a nova rodada de indicadores positivos da zona do euro, enquanto os EUA monitoraram a fala do presidente do BC americano sobre a retomada da economia do País

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2021 | 17h30

As Bolsas da Europa e de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, 3, com investidores atentos a indicadores econômicos e também à espera da fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, sobre a política monetária dos Estados Unidos. Na Ásia, o clima foi de realização de lucros, após alguns índices fecharem devido a feriados locais.

Na Europa, as vendas no varejo da Alemanha tiveram alta de 7,7% em março ante fevereiro, bem acima da previsão de avanço de 2,6% dos analistas. Já o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria alemã caiu a 66,2 em abril, mas seguiu em nível elevado - o da zona do euro subiu a 62,9 no mês passado, batendo recorde pelo segundo mês consecutivo.

Já nos Estados Unidos, o índice de gerentes de compras (PMI) da indústria americana caiu de 64,7 em março para 60,7 em abril, resultado que veio abaixo do esperado.

Sobre a política monetária, o Banco Central Europeu (BCE) sinalizou hoje que se a vacinação continuar andando e a economia local mostrar fôlego, a entidade pode reduzir, lentamente, os estímulos. Nos Estados Unidos, no entanto, foi o contrário, com o Federal Reserve reforçando que deve manter sua política de compras de títulos e juros baixos inalterada até pelo menos 2022.

Sobre o tema, Powell demonstrou hoje otimismo sobre a perspectiva econômica nos EUA, mas alertou que o país ainda não está "fora de perigo", diante da pandemia da covid-19 e de seus impactos. O presidente do Fed disse ainda que as políticas fiscal e monetária "estão provendo apoio forte". "A economia está reabrindo, trazendo atividade econômica e criação de empregos mais fortes", disse, descartando uma mudança ainda neste ano.

Bolsas de Nova York

Em Nova York, a rodada de balanços corporativos, com algumas empresas de tecnologia registrando resultados abaixo do esperado para o primeiro trimestre, afetaram o Nasdaq, hoje em queda de 0,48%. Na contramão, Dow Jones e S&P 500 ganharam 0,70% e 0,27% cada. 

O rendimento dos títulos do Tesouro americano também recuaram hoje, com o papel com vencimento para dez anos em queda de 1,608%, enquanto o de trinta anos caiu 2,292%. A sinalização por parte do Fed de que a economia americana vai bem - mas não tanto assim -, foi a responsável em segurar o ativo, que vem pressionando, nos últimos dias, os ganhos dos ativos de risco.

Bolsas da Europa

Além dos dados econômicos fortes, a chance da União Europeia permitir que cidadãos estrangeiros totalmente vacinados contra a covid-19 voltem a viajar sem restrições ao bloco também animou. A ideia é que apenas países onde a pandemia esteja controlada possam receber turistas. Em resposta, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,58%.

A Bolsa de Londres subiu 0,12%, enquanto Paris fechou em alta de 0,61% e Frankfurt disparou 0,66%. Milão, Madri e Lisboa tiveram ganhos mais fortes de 1,15%, 0,89% e 1,59% cada.

Bolsas da Ásia

Além de feriados que fecharam os mercados de China e Japão, o noticiário da pandemia voltou a pesar na Ásia, onde os casos de covid-19 estão em trajetória de alta e a vacinação segue em ritmo lento. Por lá, a Índia continua no centro das atenções, chegando a registrar mais de 400 mil novas infecções em 24 horas, um recorde global.   

A Bolsa de Hong Kong caiu 1,28%, enquanto a de Seul recuou 0,66% e a de Taiwan teve forte queda de 1,96%. Na Oceania, a bolsa australiana garantiu alta apenas marginal de 0,04%, graças ao bom desempenho de ações de grandes bancos do país.

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta hoje, em sessão que contou com um dólar desvalorizado apoiando os preços da commodity. Há também perspectivas de recuperação da demanda global, mas a preocupação com o avanço da covid na Índia, terceiro maior consumidor global de petróleo, preocupa o mercado, e limita os ganhos. O barril do WTI para junho avançou 1,43%, a US$ 64,49, enquanto o Brent para julho, por sua vez, subiu 1,20%, a US$ 67,56 o barril. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL BUENO DA COSTA E MATHEUS ANDRADE

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