Koji Sasahara/AP Photo
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Mercado internacional fecha majoritariamente em alta com posse de Biden nos EUA

Chegada do democrata ao governo dos EUA é altamente esperada por investidores, que apostam em mais estímulos para a economia americana, duramente afetada pela pandemia

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2021 | 07h30
Atualizado 20 de janeiro de 2021 | 19h21

O clima positivo predominou em boa parte dos índices nesta quarta-feira, 20, com investidores acompanhando a posse do agora 46º presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Em tom conciliador, ele reafirmou o compromisso com o combate às fake news e à pandemia de covid-19, por meio da sua meta de vacinar 100 milhões de americanos em 100 dias.

"Vamos voltar a nos escutar e nos ver outra vez; vamos nos respeitar", disse Biden em seu discurso de posse, quando os mercado de Ásia e Europa já estavam fechados. "Vamos restaurar nossas alianças e nos engajar com o mundo outro vez", afirmou o presidente. No entanto, a expectativa maior fica por conta dos estímulos prometidos pelo democrata, que já anunciou um pacote de incentivo trilionário.

"O ânimo do mercado melhorou antes da cerimônia de posse de Joe Biden. Espera-se que o novo governo impulsione uma agenda de estímulos mais fortes de quase US$ 2 trilhões", resume o Western Union. "Parece que atrasos nas vacinas, novas infecções, preocupações com a reinfecção e lockdowns prolongados estão apenas aumentando as perspectivas de mais estímulos monetários e fiscais globais", afirma o analista Edward Moya, da OANDA, ao comentar o otimismo do mercado com o novo governo americano.

Além da posse, o mercado também acompanhou com 'espanto', o reaparecimento de Jack Ma, fundador do Alibaba, que fez sua primeira aparição pública em três meses, em meio aos temores de que ele poderia ter sido alvo do governo chinês. Reguladores do país asiático se voltaram contra o Alibaba após Jack Ma ter feito um discurso crítico ao governo de Xi Jinping no fim de outubro. Os papéis da empresa subiram 8,5%, maior alta en dois meses.

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quarta em alta e renovaram as máximas históricas de fechamento, em meio ao otimismo dos investidores com a posse de Joe Biden. Os investidores aposram nas perspectivas de expansão fiscal e aumento do ritmo da vacinação contra a covid-19 no governo do democrata.

O Dow Jones subiu 0,83%, o S&P 500 avançou 1,39% e o Nasdaq registrou ganhos de 1,97%. Os três índices acionários renovaram os recordes de fechamento.  No S&P 500, o subíndice de comunicação liderou as altas , com 3,62%, seguido pelos de consumo discricionário, com 2,26% e o de tecnologia, com 2,02%. Os papéis da Apple avançaram 3,29%, os da Amazon subiram 4,57% e os do Facebook ganharam 2,44%.

Bolsas da Europa

No continente europeu, o investidor seguiu monitorando o avanço do coronavírus e também o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro teve alta de 0,3% em dezembro ante novembro, em linha com a previsão de analistas. Mesmo assim, o clima foi positivo. O índice pan-europeu Stoxx 600, que concentra as principais empresas europeias, teve alta de 0,72%. A Bolsa de Londres subiu 0,41%, a de Paris, 0,53% e a de Frankfurt, 0,77%. 

Milão e Madri subiram 0,93% e 0,06% cada, enquanto a Bolsa de Lisboa foi na contramão e caiu 0,15%.

Bolsas da Ásia

O tom positivo também predominou na Ásia, mas também houveram quedas. Na China, as Bolsas de Xangai Shenzhen subiram 0,47% e 1,43% cada, enquanto em Hong Kong, a alta foi de 1,08. A Bolsa da Coreia do Sul também subiu 0,71%, com a perspectiva de mais estímulos nos EUA.

Em Tóquio, a queda foi de 0,38%, com as baixas de empresas de e-commerce e transporte. Taiwan teve baixa de 0,45%. Na Oceania, a Bolsa australiana subiu 0,41%. 

Petróleo 

A perspectiva por mais estímulos nos EUA também favoreceu o mercado de petróleo nesta quarta, apesar do avanço de casos da covid no mundo e o endurecimento das medidas de isolamento. O WTI para março fechou em alta de 0,62%, a US$ 53,31 o barril, enquanto o Brent para o mesmo mês subiu 0,32%, a US$ 56,08 o barril.

O bom desempenho do barril também favoreceu as ações das petroleiras. Em Madri, a Repsol avançou 2,48%. A Royal Dutch Shell avançou 0,38% e a BP, 0,53% em Londres./ MAIARA SANTIAGO, MATHEUS ANDRADE, IANDER PORCELLA E GABRIEL BUENO DA COSTA

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