Kin Cheung/AP
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Mercados internacionais fecham sem sinal único com feriado na Ásia e balanços corporativos

Além disso, investidores, principalmente na Europa, acompanharam de perto os impactos da covid na economia, após o HSBC cortar de 4,3% para 3,6% a projeção de crescimento da zona do euro

Maiara Santiago e Gabriel Caldeira, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2021 | 08h00
Atualizado 11 de fevereiro de 2021 | 18h55

Os principais índices do mercado internacional fecharam sem sinal único nesta quinta-feira, 11, com a maior parte das Bolsas da Ásia fechadas devido a feriados locais e com a Europa fortemente influenciada pela divulgação de novos balanços corporativos. O avanço da pandemia também foi monitorado por investidores.

A pandemia segue como risco importante e monitorado por investidores. Na avaliação do HSBC, as restrições à atividade pesam na perspectiva para a zona do euro, apesar de um recuo nos casos da covid-19. O banco cortou projeção de crescimento da região neste ano, de 4,3% para 3,6%. A Alemanha estendeu restrições até 7 de março, em meio a temores ante a circulação de novas cepas do vírus, mais contagiosas, porém a chanceler Angela Merkel disse que a medida "não será mantida um dia a mais do que o necessário". 

Dando continuidade a temporada de balanços, durante a madrugada (no horário local) desta quinta, saíram os resultados trimestrais de Commerzbank, AstraZeneca e ArcelorMittal, com resultados abaixo do esperado. Eles tiveram quedas de 5,96%, 2,73% e 0,01%. Na ponta positiva, Crédit Agricole registrou lucro maior que o esperado no quarto trimestre e subiu 4,94%.

Além disso, investidores monitoraram as negociações do estímulo fiscal de US$ 1,9 trilhão nos Estados Unidos, por ora sem reviravoltas. A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, afirmou que o pacote pode ser aprovado nesta Casa e seguir para o Senado até o fim do mês, incluindo um aumento gradual no salário mínimo federal, de US$ 7,25 a US$ 15 por hora. Os republicanos criticam este ponto e também outros aspectos do pacote, citando argumentos como o aumento no déficit público.

Bolsas de Nova York

Os índices em Nova York mostraram pouco fôlego, após recordes recentes e com balanços no radar, mas ainda assim o S&P 500 e o Nasdaq renovaram recordes históricos de fechamento. O Dow Jones fechou em baixa de 0,02%, o S&P 500 subiu 0,17% e o Nasdaq avançou 0,38%, com o setor de tecnologia em destaque.

Bolsas da Europa

Assim, os índices europeus terminaram o dia sem sinal único. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou em alta de 0,46%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 0,07% e a de Frankfurt, 0,77%. Já Milão teve alta de 0,18%, na expectativa de que Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), tenha sucesso em sua tentativa de formar um novo governo. Com o mercado já fechado, o maior partido da Itália deu seu apoio ao economista.

A Bolsa de Paris caiu 0,02%, enquanto Madri e Lisboa tiveram baixas de 0,34% e 0,13% cada.

Bolsas da Ásia

A Bolsa de Hong Kong fechou em alta moderada nesta quinta, de 0,45%, um pregão de meio período marcado por baixa liquidez em meio a feriados na China, no Japão, na Coreia do Sul e em Taiwan, onde ficam alguns dos principais mercados da Ásia.

Já na Oceania, a Bolsa australiana ficou no vermelho, num dia de fraqueza quase generalizada e caiu 0,10% em Sydney.

Petróleo

Os contratos futuros mais líquidos de petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira, após a Organização dos Países Exportadores de  Petróleo (Opep) e a Agência Internacional de Energia (AIE) divulgarem relatórios que reforçaram a fraqueza da commodity energética em todo mundo. A Opep cortou sua previsão de crescimento para a demanda global da commodity em 2021 em 110 mil barris por dia.

Em resposta, o WTI para março encerrou a sessão com perdas de 0,75%, a US$ 58,24 o barril, enquanto o Brent para abril recuou 0,54%, a US$ 61,14 o barril. Investidores ainda embolsaram lucros, após uma série de oito sessões seguidas de ganhos acumulados do petróleo. A pandemia de coronavírus também pressiona o óleo.

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