Daniel Leal-Olivas|AFP
Daniel Leal-Olivas|AFP

Bolsas da Europa reagem após Brexit

Investidores aproveitaram forte queda dasúltimas sessões; bancos tiveram maior alta

O Estado de S.Paulo

28 Junho 2016 | 22h49

Após duas sessões de fortes perdas, as bolsas europeias fecharam em alta, com os investidores aproveitando os preços baixos das ações para procurar barganhas. Os papéis dos bancos, que amargaram perdas expressivas nos últimos dias, estiveram entre os mais valorizados.

A alta ocorreu após uma sequência de duas sessões de fortes quedas, originadas pelo referendo da semana passada no qual ficou decidida a saída do Reino Unido da União Europeia. Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 2,64%. Apesar de algumas empresas terem alcançado altas significativas, ainda vai demorar um tempo para que as perdas das últimas sessões sejam recuperadas. O Lloyds Banking Group, por exemplo, subiu 7,43%, mas a alta ocorreu depois de duas sessões de forte queda. Na segunda-feira, a queda foi de 10,26% e, na sexta-feira, de 21%.

O índice DAX, em Frankfurt, subiu 1,93%, em consonância com as outras bolsas europeias. As ações do Deutsche Bank e do Commerzbank fecharam em leve alta, de 0,84% e 1,09%, respectivamente.

Alta de impostos. Nesta terça-feira, 28, o ministro de Finanças do Reino Unido, George Osborne, disse que o Reino Unido precisará elevar os impostos e cortar gastos neste ano para estabilizar as finanças públicas depois da votação para deixar a União Europeia.

Osborne afirmou que o Reino Unido ficará mais pobre por causa da decisão popular. O ministro de Finanças havia se posicionado contra a saída. Agora, ele diz que o país precisa lidar com as consequências econômicas e novas divisões sociais. “Precisamos de um plano como um país para sairmos disso ao mesmo tempo respeitando o veredicto dos britânicos. Isso significa estabilidade financeira, acabando com a incerteza econômica e proporcionando unidade na nossa sociedade”, afirmou Osborne em uma entrevista à rádio BBC.

Quando questionado se novas medidas orçamentárias envolveriam aumento de impostos e corte de gastos, Osborne disse: “Sim, com certeza”. “Estamos nos ajustando à vida fora da UE e não será economicamente tão promissor quanto a vida na UE”, completou Osborne. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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