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Bolsas da Europa recuam diante de incertezas nos Estados Unidos

Fed ficou patra trás, mas investidor olha agora para as discussões sobre o orçamento dos EUA e para a elevação do teto da dívida

23 de setembro de 2013 | 14h54

As bolsas europeias fecharam em queda no início desta semana, impactadas pelas discussões sobre a retirada de estímulos nos Estados Unidos e pelas negociações orçamentárias da maior economia do mundo. Essas preocupações ofuscam a reeleição da chanceler Angela Merkel na Alemanha e os bons dados de atividade econômica na zona do euro.

Após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) surpreender os mercados pelo lado positivo ao manter as compras de US$ 85 bilhões em ativos por mês, essa semana será marcada por uma série de discursos de importantes autoridades, com mais de 10 pronunciamentos nos próximos dias. Os investidores também olham com atenção para as discussões sobre o orçamento dos EUA e para a elevação do teto da dívida, que deve ser atingido no próximo mês.

Enquanto isso, o índice composto dos gerentes de compras (PMI) da zona do euro, que engloba os setores de serviço e da indústria, subiu em setembro para o nível mais alto em 27 meses. O indicador subiu para 52,1, de 51,5 em agosto e contra as projeções dos analistas de 51,9. Pelo lado negativo, o PMI industrial se desacelerou para 51,1 neste mês, ante 51,4 em agosto. Esse é o nível mais baixo em dois meses e contraria as expectativas de uma alta para 51,8.

Ao discriminar por países, o PMI composto das duas principais economias europeias melhorou: na Alemanha ele subiu para o nível mais alto em oito meses, para 53,8, enquanto a França registrou o fim de um período de 18 meses de contração, ao subir para 50,2.

Ainda na Alemanha, a chanceler Angela Merkel conquistou seu terceiro mandato, apesar de sua coalizão não alcançar maioria absoluta no Parlamento. A União Democrata Cristã (CDU), de Merkel, e seu aliado União Social Cristã (CSU) alcançaram 41,5% dos votos, mas o Partido Liberal Democrata (FDP) não conseguiu a marca mínima de 5% dos votos e está fora do Parlamento. Agora, Merkel negociará com outros partidos para formar um governo de coalizão, mas o presidente do Partido Social Democrata (SDP), Sigmar Gabriel, afirmou que "nós não tomamos qualquer decisão preliminar". O SDP é o principal grupo oposicionista, com 25,7% dos votos.

O índice DAX, de Frankfurt, encerrou o dia em queda de 0,47%, aos 8.635,29 pontos. "Criar uma grande coalizão agora parece a variação mais provável e deve trazer algum efeito negativo no sentimento do mercado acionário", afirmou a equipe de análise do DZ Bank. No cenário corporativo, destaque de queda para as ações da Deutsche Post, em desvalorização de 3,7%. Os papéis da Bayer caíram 1,6% e os da ThyssenKrupp recuaram 1,9%, pressionados pela declaração do presidente de que a empresa está preparada para aumentar o capital.

Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 0,59%, para 6.557,37 pontos, pressionado pelas incertezas nos EUA. "Os próximos dias vão mostrar se o apetite para comprar nas quedas ainda está lá para os investidores, com muitos olhando para o nível dos 6.500 pontos como um potencial piso", disse a equipe de análise do IG. As ações da Centrica fecharam com perdas de 1,3% depois de a companhia anunciar que não dará continuidade ao projeto de gás em Baird.

A situação não foi diferente em Paris. Em um movimento de realização de lucros, segundo um trader local, o índice CAC 40 caiu 0,75%, aos 4.172,08 pontos. As ações da Vallourec foram na contramão do mercado e avançaram 1,5%, guiadas por um relatório positivo do Credit Suisse.

Nos demais mercados, o movimento seguiu a mesma direção. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,32%, aos 17.913,18 pontos, assim como em Portugal o índice PSI 20 caiu 0,79%, aos 5.997,20 pontos, e, em Madri, o Ibex 35 fechou o dia em baixa de 0,68%, aos 9.109,50 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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