Bolsas da Europa sobem com bancos e petrolíferas

Mercados da Ásia fecham em alta, influenciados pelos ganhos em Wall Street e pelo corte nos juros da China

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

27 de novembro de 2008 | 08h47

As bolsas européias operam em alta, lideradas pelo bom desempenho das ações de bancos e petrolíferas. O mercado ainda reage à valorização acentuada das Bolsas de Nova York na quarta-feira, mas o volume de negócios é fraco por causa do feriado de Ação de Graças nos EUA. Às 8h19 (de Brasília), a Bolsa de Londres operava em alta de 1,70%, a Bolsa de Paris subia 1,86% e Frankfurt ganhava 2,11%. Os mercados asiáticos fecharam em alta, seguindo os ganhos em Wall Street e influenciados pelo profundo corte nas taxas de juros da China.   Veja também: Unibanco e AIG desfazem associação após 11 anos De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise     Na Europa, o setor automotivo também está entre os destaques, em meio a expectativas de um possível resgate nos EUA para a General Motors e com o anúncio do plano de estímulo econômico de 200 bilhões de euros (US$ 260 bilhões) proposto para a União Européia. Das montadoras, Renault subia 2,46%, Daimler avançava 3,01% e Fiat tinha alta de 3,44%.   No âmbito geopolítico, os investidores acompanham os acontecimentos na Índia, onde atentados terroristas já deixaram pelo menos 100 mortos.   Os papéis de petrolíferas, que têm peso importante nos índices acionários, sobem na esteira da forte alta dos contratos futuros de petróleo na quarta-feira, ainda que a commodity recue nesta quinta. No mesmo horário acima, BP ganhava 2,3% e Total subia 1,55%.   As ações de bancos ganhavam, conforme investidores garimpavam oportunidades no setor. ING tinha alta de 4,87%, Deutsche Bank ganhava 5,21% e UBS subia 3,2%.   O presidente do conselho do UBS, Peter Kurer, reiterou nesta quinta que o banco terá lucro em 2009. Ele defendeu as medidas recentes da instituição de se proteger de potenciais perdas em investimentos tóxicos, afirmando que a decisão de acessar recursos do governo e transferir ativos sem liquidez para um fundo separado não eram "uma ação emergencial inevitável. Era uma medida preventiva para restabelecer a confiança nos mercados".   Ásia   Os mercados asiáticos fecharam em alta, no encalço dos ganhos em Wall Street. Também pesou no otimismo das bolsas o profundo corte nas taxas de juros da China, ocorrido ontem, além de fatores internos de cada país. A Bolsa indiana ficou fechada por conta dos atentados em Mumbai. Na Tailândia, o índice de referência da Bolsa de Bangcoc fechou em queda de 1,4%, com a escalada da tensão política, após dois aeroportos serem fechados por manifestantes contra o governo e aumentarem os rumores de golpe.   A Bolsa de Tóquio, um dos principais mercados da Ásia, subiu com a ajuda da cobertura de posições vendidas que se seguiu ao rali de quarta-feira em Wall Street, mas os ganhos iniciais foram limitados pelas crescentes preocupações geopolíticas trazidas pelos atentados na Índia e no Afeganistão. O índice Nikkei 225 fechou com alta de 160,17 pontos, ou 2%, para 8.373,39 pontos.   Em Hong Kong, a Bolsa chegou a subir 4%, mas devolveu parte dos ganhos com o sentimento dos investidores de que a economia da China pode desacelerar rapidamente. O índice Hang Seng ganhou 182,61 pontos, ou 1,4%, e terminou aos 13.552,06 pontos.   Com pesado volume de negociações, o índice Xangai Composto, da China, avançou 1,1% e encerrou aos 1.917,86 pontos, após atingir a máxima de 2.022,48 pontos durante o pregão. Já o Shenzhen Composto ganhou 1,7% e fechou aos 544,06 pontos.   (com Ricardo Criez e Hélio Barboza, da Agência Estado)

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