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Bolsas da Europa sobem com rumores sobre venda do Citigroup

Especulação sobre o futuro do banco dos EUA já ajudou a Bolsa de Tóquio a fechar em alta de quase 3%

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

21 de novembro de 2008 | 08h34

Os mercados acionários internacionais engatam uma recuperação nesta manhã depois das fortes perdas de quinta-feira, embalados pela notícia, com base em informação de fontes, de que o Citigroup poderá vender unidades ou todo o grupo. A especulação sobre o futuro do banco já ajudou a Bolsa de Tóquio a fechar em alta de quase 3% e, na Europa, impulsiona as ações do setor bancário, levando as bolsas para cima, conforme investidores aproveitam a oportunidade para fechar posições vendidas. Os futuros de Nova York também sobem com força, um dia após o S&P 500 ter fechado no menor nível desde abril de 1997.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Executivos do Citigroup começam a avaliar a possibilidade de vender pedaços do gigante financeiro ou mesmo toda a instituição, segundo relato de pessoas próximas ao assunto para o Wall Street Journal, e o conselho de diretores tem uma reunião formal agendada para hoje para discutir as opções. Às 8h12 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 1,73%, a Bolsa de Paris ganhava 1,76% e Frankfurt tinha alta de 1,57%. A Bolsa de Madri avançava 2,99%.   Mas analistas questionam a sustentabilidade do movimento desta sexta, uma vez que o temor de uma desaceleração global profunda persiste. Para reforçar esse temor, dados mostraram que o índice de gerentes de compra (PMI) composto para a zona do euro, que mede a atividade total do setor privado, caiu para 39,7 em novembro, de 43,6 no mês anterior, atingindo nível recorde de baixa. Um dado abaixo de 50 indica contração da atividade.   Ações de bancos em alta   Entre os setores, os papéis de banco eram destaque de alta, com Deutsche Bank subindo 3,44% e Barclays ganhando 3,37%. Os papéis do banco britânico também eram sustentados pelo comentário de um dos principais acionistas, a Legal & General, de que irá apoiar o plano de levantamento de fundos de 7 bilhões de libras (US$ 10,4 bilhões) por causa das "circunstâncias excepcionais" que um fracasso em levantar o dinheiro poderia trazer. Mas o acionista disse que, no futuro, irá "votar contra levantamentos de capital que desconsiderem direito de preferência".   As ações da Sacyr-Vallehermoso saltavam 16,6%, depois de uma notícia de que um fundo de investimento da Líbia pode querer comprar a fatia de 20% da Sacyr na companhia de energia Repsol.   Paralelamente, o banco de poupança espanhol La Caixa anunciou que manteve conversações para a venda de uma participação indireta na Repsol para a empresa russa de petróleo Lukoil. O La Caixa e o Caixa Catalunya, outro banco de poupança, detêm 6,1% de participação na Repsol por meio de um veículo de investimento que possuem em conjunto, o Repinves. O Criteria CaixaCorp, braço de investimento do La Caixa, também detém 9,1% em participação direta na Repsol.   Tanto as ações da Repsol quanto as da Criteria tiveram sua negociação brevemente suspensa na Bolsa de Madri. Os papéis da Repsol retomavam os negócios com alta de 8,3%, às 8h10 (de Brasília). As informações são da Dow Jones e de agências internacionais.   Ásia   A maioria dos mercados da Ásia ignorou a forte queda de Wall Street e fechou em alta nesta sexta-feira, estimulados pelos investidores em busca de ofertas de ocasião e a recuperação dos papéis do setor bancário. Novamente a exceção foi a China, que acompanhou a tendência das Bolsas dos Estados Unidos.   A alta das bolsas asiáticas e as expectativas de consolidação do setor financeiro dos EUA ajudaram a Bolsa de Tóquio a se recuperar das perdas da manhã. O índice Nikkei 225 avançou 207,75 pontos, ou 2,7%, e fechou aos 7.910,79 pontos.   A queda em Wall Street fez as Bolsas da China fechar em baixa. Os mercados, contudo, recuperaram boa parte das perdas da manhã por causa da especulação de que o governo irá reduzir significativamente a política de aperto monetário - há expectativa de corte nas taxas de juros no fim de semana.   O índice Xangai Composto recuou 0,7% e encerrou aos 1.969,39 pontos - o índice acumulou perda de 0,9% na semana. Já o Shenzhen Composto perdeu 0,8% e fechou aos 552,46 pontos.

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