Vincent Yu/AP Photo
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Mercados internacionais fecham sem sinal único com avanço do coronavírus

Proximidade do inverno no Hemisfério Norte preocupa, já que a tendência é de que as infecções voltem a se alastrar antes do surgimento de uma vacina eficaz para a população em geral

Mateus Fagundes e Maiara Santiago, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2020 | 07h30
Atualizado 18 de novembro de 2020 | 21h01

As Bolsas da Ásia Europa terminaram a sessão desta quarta-feira, 18, com algum ganho. Por um lado, a aceleração de casos de covid-19 alimenta a tendência de realização de lucros, com aconteceu com as Bolsas de Nova York hoje. No entanto, a perspectiva de que um imunizante está por vir continua animando o investidor.

Hoje, gerou animação a divulgação de resultados positivos da vacina experimental contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer e a BioNTech, que apresentou 95% de eficácia em testes finais e se apresentou segura, de acordo com a farmacêutica americana. Porém, a proximidade do inverno no Hemisfério Norte preocupa epidemiologistas, uma vez que a tendência é de que as infecções pelo novo coronavírus voltem a se alastrar antes da disponibilização de um imunizante.

Há duas semanas, os Estados Unidos confirmam mais de 100 mil casos da doença todos os dias. Na Califórnia, o estado mais populoso, o volume de diagnósticos dobrou em apenas 10 dias. Segundo a imprensa americana, o governador californiano, Gavin Newson, estuda impor novas restrições a interações sociais para conter a disseminação do vírus.

O Secretário Adjunto de Saúde do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Almirante Brett Giroir, afirmou à emissora MSNBC que o país está em uma situação "absolutamente perigosa" que deve ser levada a sério. "Este não é um alarme falso. Esta é a pior taxa de aumento nos casos que vimos na pandemia nos Estados Unidos e, no momento, não há sinal de redução", disse o secretário.  

Já na Coreia do Sul, por exemplo, as regras de isolamento social nas regiões de Seul e Gangwon foram ampliadas na terça-feira, 17. O distanciamento também tem sido pregado no Japão, que registrou nesta quarta novo recorde diário de casos de covid-19 (1.742 em 24 horas).

Enquanto isso, a dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Elizabeth McCaul afirmou que permanece "incerto" o impacto da pandemia na demanda agregada da Europa. Até agora, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) contabilizou 11,1 milhões de casos no continente. França (2 milhões), Espanha (1,5 milhão), Reino Unido (1,4 milhão) e Itália (1,2 milhão) lideram o número de infecções no continente.

Bolsas da Ásia 

Na agenda de indicadores, o Japão reportou nesta madrugada aumento de 10,2% anual nas exportações para a China. Entre os itens, equipamentos para fabricação de semicondutores, carros e derivados de plástico - todos sensíveis à expectativa de retomada econômica. Ao todo, contudo, as vendas japonesas para o exterior cederam 0,2%.  Neste contexto misto, o índice Xangai Composto subiu aos 3.347,30 pontos, alta de 0,22%, o maior nível desde o começo de março, enquanto o Shenzhen Composto recuou 0,34%. O Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,49%.

Em Tóquio, a realização veio um dia depois de o Nikkei atingir o maior nível de fechamento em quase 30 anos. O índice caiu 1,10%. Isso ocorreu a despeito da declaração do presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, se comprometendo em continuar comprando fundos negociados em Bolsa (ETFs) para manter os mercados estáveis em meio à pandemia da covid-19.

Em Seul, o índice Kospi subiu 0,26%, com avanço dos setores farmacêutico e de internet. Em Sydney, o S&P/ASX 200 terminou em alta de 0,51%, apesar da queda de mineradoras como a Rio Tinto (-0,68%)

Bolsas da Europa 

Entre os indicadores, no Reino Unido, pesou a divulgação do CPI de outubro, que registrou alta de 0,7% em outubro ante igual mês do ano passado. Em resposta, a Bolsa de Londres fechou em alta porcentual de 0,31%, a menor entre os principais índices europeus. Já as Bolsas de Frankfurt e Paris fecharam com igual avanço de 0,52%.

A chance de uma vacina favoreceu o índice pan-europeu Stoxx 600, que avançou 0,44% nesta quarta. Na Itália, a Bolsa de Milão foi a que registrou a segunda maior alta entre os principais mercados ao avançar 0,87%. Destacaram-se as ações da Telecom Italia, que fechou com ganhos de 2,84%, e da CNH Industrial, com alta de 3,48%. Já Madri subiu 0,59% e Bolsa de Lisboa avançou 1,19%.

Bolsas de Nova York

Após abrirem próximas à estabilidade, as Bolsas de Nova York operaram em leve alta por conta da vacina do consórcio entre Pfizer e BioNTech, mas logo passaram a ocupar território negativo à medida em que o avanço da pandemia nos EUA entrou no radar dos investidores. O Dow Jones fechou em queda de 1,16%, enquanto o S&P 500 teve igual recuo porcentual. Já o Nasdaq caiu 0,82%. 

Diante deste cenário negativo, o setor de aviação ajudou a reduzir as perdas das bolsas nova-iorquinas nesta quarta. A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos EUA concluiu a revisão de segurança do 737 MAX e autorizou a retomada das operações pela Boeing. As ações chegaram a subir 3% no início do pregão. No Nasdaq, as ações das gigantes de tecnologia reduziram as perdas provocadas mais cedo pela alta da ação da Pfizer, o que ajudou a conter a queda do índice. 

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo encerraram esta quarta-feira em alta motivados pela vacina, mas também por conta da indicação do ministro de Energia da Arábia Saudita de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) deve estender os cortes de produção para além de janeiro de 2021.

A indicação do ministro ocorre após o mercado reagir negativamente a uma reunião da Comitê de Monitoramento Ministerial Conjunto (JMMC, na sigla em inglês) ontem, em que o Comitê não deu sinais claros se estenderia, ou não, os cortes. A faixa atual de cortes é de 7,7 milhões de barris por dia. Ele não mencionou por quanto tempo durará esta nova etapa, mas o cartel estuda uma nova extensão por mais 3 ou 6 meses.  

O petróleo WTI para janeiro fechou em alta de 0,86%, a US$ 42,01 o barril. Já o Brent para igual mês encerrou as negociações com avanço de 1,35%, a US$ 44,34 o barril.

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