EFE/EPA/YONHAP
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Covid-19

Bill Gates tem um plano para levar a cura do coronavírus ao mundo todo

Bolsas de Ásia e Europa caem em meio ao avanço do coronavírus, que já registra 1 milhão de casos

Mercados internacionais seguem tendência de queda, enquanto, para esta sexta-feira, 3, aguardam dados sobre empregos nos EUA, com pessimismo

Sergio Caldas e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2020 | 06h44
Atualizado 03 de abril de 2020 | 19h44

Os mercados internacionais seguem a tendência de "sobe e desce" das últimas semanas e, após um respiro na quinta-feira, 2, os índices da Europa e da Ásia, nesta sexta-feira, 3, passaram a cair, com o continente asiático fechando seus principais mercados em queda ou avanço inexpressivo. Esse vaivém acontece em meio à pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19, no mundo. A doença, na quinta, atingiu 1 milhão de infectados e mais de 50 mil mortos em todo o globo. Tudo isso tem afetado a rotina dos países, com quarentenas para retardar o avanço do vírus e economias parando. 

Como ainda não se sabe o impacto real dos efeitos dessa pandemia nas econômias globais e, além disso, também não há conhecimento sobre até quando esse crescimento do número de infectados vai durar, os investidores em todo o mundo sentem incertezas em relação ao assunto, o que é repassado às Bolsas internacionais. Para esta sexta, os mercados estão à espera do relatório de emprego dos Estados Unidos (o chamado "payroll") referente a março, que deverá mostrar o forte impacto da doença na economia americana. Na quinta, o resultado de pedidos de auxílio desemprego no país comandado por Donald Trump já registrou novos recordes

Mercados internacionais 

Na Ásia, os recuos e avanços não foram tão relevantes quanto nas últimas sessões, mas, mesmo assim, China (-0,60%), Taiwan (-0,46%) e Hong Kong (-0,19%) apresentaram queda em seus respectivos índices. Japão (0,01%) e Coreia do Sul (0,03%) não apresentaram queda, ficaram no positivo, mas apenas mantiveram ganhos dos pregões de quarta-feira. Na Oceania, o recuo foi maior, com a Bolsa da Austrália caindo 1,58%.

Na Europa, os mercados do velho continente abriram o pregão desta sexta também em baixa, revertendo a tendência majoritariamente positiva de quinta. Nas próximas horas, investidores vão acompanhas índices de atividade (PMIs) de serviços da região e dados do setor varejista da zona do euro. Às 4h15, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres caía 0,85%, a de Frankfurt recuava 0,60% e a de Paris se desvalorizava 0,64%. Em Milão, Madri e Lisboa, as perdas eram de 0,92%, 0,65% e 0,38%, respectivamente. 

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo WTI viraram para cima e os do Brent ampliaram ganhos após rumores de que a Opep+ - formada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados, como a Rússia - fará uma reunião virtual na próxima segunda-feira, 06. Desde quarta-feira, 01, surgiram expectativas de que Arábia Saudita e Rússia fechem um acordo para encerrar suas divergências no mercado da commodity, após comentários nesse sentido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Às 4h51 (de Brasília), o petróleo WTI para maio subia 2,05% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 25,84 o barril, enquanto o petróleo Brent para junho avançava 6,31% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 31,83 o barril. 

Na quinta-feira, a commodity teve seus preços saltando mais de 25% por conta das expectativas positivas de um novo acordo entre os países produtores. No começo do mês, a Arábia Saudita iniciou uma "guerra de preços" com o país comandado por Vladimir Putin. Toda essa história fez os preços do petróleo chegarem a menos de US$ 20, sendo que, no começo do ano, estavam cotados a US$ 60 o barril. 

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