Jeon Heon-Kyun/EFE/EPA
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Bolsas de Ásia e Europa despencam em meio a incertezas em relação ao coronavírus

Mercados internacionais mantêm "sobe e desce" das últimas semanas causado pelos impactos na economias globais pelo novo coronavírus

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2020 | 06h51
Atualizado 23 de março de 2020 | 07h53

Mantendo o gigantesco "sobe e desce" das últimas semanas nos mercados financeiros internacionais, as Bolsas de Ásia e Europa, após terem tido uma boa recuperação na sexta-feira, 20, despencam nesta segunda-feira, 23, por conta das incertezas em relação ao novo coronavírus, causador da Covid-19, nas economias globais. 

Cada vez mais, governos fecham suas fronteiras, restringem comércios e reduzem a circulação de pessoas para tentar conter a disseminação. Com isso, os impactos financeiros da pandemia ainda não são conhecidos na totalidade, o que gera um grau de incerteza muito grande aos investidores. 

No domingo, 22, à noite, um pacote trilionário do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que visa injetar dinheiro na economia, foi votado pelo Senado americano, mas não foi aprovado, com um placar de 47 a 47 - precisava de 60 favoráveis. Isso gerou uma volatilidade muito acentuada nos mercados asiáticos, que passaram a cair, junto aos índices futuros, que eram cotados naquele momento, de Nova York.

O senador republicano Mitch McConell afirmou no fim da noite do domingo que o projeto será colocado novamente em votação na manhã desta segunda. "Estou esperançoso e otimista de que temos apoio bipartidário (ao plano)", disse McConnell. A afirmação ajudou os mercados da Ásia a reduzirem perdas. Legisladores e autoridades do governo esperavam chegar a um acordo sobre o pacote de US$ 1,3 trilhão. Os EUA, assim como todo o mundo, sofrem com as medidas de cotingência, realizadas na tentativa de se reduzir a disseminação do vírus. Estados importantes, como Califórnia e Nova York, já decretaram quarentena. 

Após tudo isso, as Bolsas da Ásia fecharam em queda generalizada. A única exceção foi o Japão, que não teve negociações sexa-feira, 20. Para se ter uma ideia do tombo, o índice da Coreia do Sul, o Kospi, chegou a paralisar as negociações no pregão, acionando seu "circuit breaker"Já na Europa, os índices também despencam, com quedas superiores a 4%. Os motivos também são as incertezas nas economias mundiais. 

Índices 

Na China continental, o Xangai Composto teve queda de 3,11%, a 2.660,17 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 4,26%, a 1.631,88 pontos. O Hang Seng Index caiu 4,86% em Hong Kong, a 21.696,13 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi sofreu queda de 5,34% em Seul, a 1.482,46 pontos, após ter seus negócios temporariamente paralisados, e o Taiex registrou baixa de 3,73% em Taiwan, a 8.890,03 pontos. O Nikkei, do Japão, subiu 2,02% hoje, a 16.887,78 pontos, impulsionado pelo Softbank Group (+19%) e papéis do setor farmacêutico. O salto do Softbank veio após a empresa anunciar planos de vender 4,5 trilhões de ienes em ativos e gastar quase 2 trilhões de ienes do montante para recomprar ações.

Na Europa, os mercados operam em forte baixa. Às 5h19, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres caía 4,83%, a de Frankfurt recuava 4,48% e a de Paris se desvalorizava 4,02%. Em Milão, Madri e Lisboa, as perdas eram de 3,11%, 3,25% e 3,75%, respectivamente.

Petróleo 

Os contratos futuros do petróleo operam sem direção única na madrugada desta segunda-feira, com investidores aguardando a votação no Senado americano de um pacote de resgate de US$ 1,3 trilhão do governo. O pacote tem o objetivo de aliviar o impacto econômico da pandemia do novo coronavírus. Às 4h51 (de Brasília), o petróleo WTI para maio subia 0,62% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 22,77 o barril, mas o petróleo Brent para o mesmo mês tinha queda de 3,30% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 26,09 o barril. /SERGIO CALDAS, NICHOLAS SHORES E FELIPE SIQUEIRA 

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