Colin Ziemer/New York Stock Exchange via AP
Colin Ziemer/New York Stock Exchange via AP

Bolsas de Ásia e Europa fecham mistas, mas Nova York sobe com dados fortes nos EUA

Queda nos pedidos de auxílio-desemprego e forte alta do varejo americano movimentaram Wall Street, mas nos demais mercados, problemas em alguns imunizantes preocuparam

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2021 | 17h15
Atualizado 15 de abril de 2021 | 18h55

As Bolsas de Ásia e Europa fecharam mistas nesta quinta-feira, 15, de olho na chance de recuperação econômica mais rápida do que o previsto da maior economia do mundo, principalmente após dados positivos do mercado dos Estados Unidos, mas ainda muito receosas com os problemas em algumas vacinas. O mercado de Nova York, no entanto, teve forte alta, com direito a recorde de fechamento.

O dia foi de indicadores positivos nos EUA. Entre eles, os pedidos de auxílio-desemprego no país caíram ao menor nível em mais de um ano na semana passada. Os pedidos totalizaram 576 mil na semana encerrada em 10 de abril, contra 769 mil na semana anterior. Estimativa da Reuters era que o número ficasse em 700 mil. Já as vendas no varejo saltaram 9,8% de fevereiro a março, ante projeção de alta de 6,1% pelos analistas.

Vale lembrar que o clima de retomada também é forte na China.  Os últimos indicadores chineses de inflação e comércio exterior mostraram que a segunda maior economia do mundo se mantém em plena recuperação. Na próxima madrugada, a China irá divulgar números do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, assim como dados de produção industrial e vendas no varejo de março.

No noticiário sobre a pandemia, a Agência Europeia de Medicamentos informou que investiga os casos de trombose supostamente associados à aplicação do imunizante da Janssen, após autoridades sanitárias americanas recomendarem a suspensão do uso do produto. Se o mesmo for feito na Europa, a decisão poderá atrasar a já lenta imunização no bloco europeu, principalmente após a fórmula da AstraZeneca apresentar problemas similares.

Bolsas de Nova York

Diante do cenário econômico positivo, os índices de Nova York fecharam em forte alta. Dow Jones e S&P 500 tiveram ganhos de 0,90% e 1,11% cada, com ambos renovando seus recordes históricos de fechamento no final do pregão. Já o Nasdaq avançou 1,31%. O desempenho foi pouco afetado pelos balanços de Bank of America e Citigroup, que vieram abaixo do esperado.

Na contramão, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano operaram em baixa, mesmo após a divulgação de indicadores macroeconômicos sólidos, em uma realização de lucros. O retorno do papel com vencimento em dez anos caiu 1,5475%, enquanto o papel de trinta anos cedeu 2,232%.

Bolsas da Europa

O índice Stoxx 600, que reúne as principais empresas da Europa, encerrou o pregão com ganho de 0,45%, enquanto a Bolsa de Londres avançou 0,63%, a de Paris teve alta de 0,41% e Frankfurt se elevou 0,30%.

Na contramão, a Bolsa de Milão recuou 0,19%, após a Itália cortar sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 4,5% para 6%. Madri e Lisboa cederam 0,20% e 0,83% cada.

Bolsas da Ásia

A Bolsa de Tóquio teve alta marginal de 0,07%, enquanto a de Seul avançou 0,38% e a de Taiwan registrou ganho de 1,25%. Na contramão, os índices chineses de Xangai e Shenzhen caíram 0,52% e 0,37% cada, enquanto a Bolsa de Hong Kong teve baixa de 0,37%.

Na Oceania, a bolsa australiana avançou 0,51%, após dados mostrarem que a taxa de desemprego do país caiu de 5,8% em fevereiro para 5,6% em março.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira, em dia marcado por renovado apetite por risco nos mercados financeiros americanos após indicadores macroeconômicos que confirmaram a acelerada recuperação nos Estados Unidos. Hoje, o barril do WTI com entrega prevista para maio avançou 0,49%, a US$ 63,46, enquanto o do Brent para junho subiu 0,54%, a US$ 66,94. /MAIARA SANTIAGO, SERGIO CALDAS E ANDRÉ MARINHO 

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