Aly Song/Reuters
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Bolsas de Ásia e Europa têm queda generalizada em meio a tensões sobre coronavírus

Alguns índices asiáticos chegaram a abrir de forma positiva, mas, ao final, apenas a Tailândia conseguiu sair do vermelho, tendo uma leve alta de 0,06%

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2020 | 04h35
Atualizado 18 de março de 2020 | 10h52

As Bolsas da Ásia encerraram as negociações do dia, na madrugada desta quarta-feira, 18, em queda generalizada, mesmo com estímulos anunciados na terça-feira, 17, que levaram os mercados a encerrar em alta em Wall Street e no Brasil

Economias ao redor do globo estão sentindo os efeitos do novo coronavírus, causador da covid-19, fechando empresas aéreas, paralisando produção ao forçar férias coletivas, obrigando pessoas a trabalhar de casa e colocando países inteiros em quarentena, como Itália e Espanha. Por conta disso, todos os mercados financeiros do mundo estão sofrendo com um "sobe e desce" nos últimos dias. 

No continente asiático, mesmo com relatos de que o pico local da pandemia já tenha passado, com o número de novos casos caindo - principalmente na China, país onde se originou a doença, em Wuhan -, os mercados sofrem forte impacto. A queda mais expressiva das Bolsas por lá foi no mercado da Coreia do Sul, com baixa de 4,86%. Em seguida, vem Hong Kong (-4,18%), Taiwan (-2,34%), China (-1,83) e Japão (-1,68%). Apenas o mercado da Tailândia conseguiu se manter com desempenho positivo ao fim das negociações. Mas, mesmo assim, de forma tímida, com um avanço de 0,06%. Na Oceania, o mercado da Austrália teve um desempenho ainda pior, com uma queda de 6,26%. 

Na Europa, que começou as negociações na manhã desta quarta-feira, 18, os índices também operam em quedas relevantes. Por conta disso, o cenário é de perda da valorização que aconteceu na terça. Nas próximas horas, investidores vão acompanhar dados de inflação e da balança comercial da zona do euro. Por volta das 09h30, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres caía 4,32%, a de Frankfurt recuava 5,49% e a de Paris se desvalorizava 5,68%. Em Milão, Madri e Lisboa, as perdas eram de 1,93%, 4,03% e 2,56%, respectivamente.

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo operam nesta quarta-feira, 18, ampliando as já robustas perdas, em meio a temores sobre o impacto que a pandemia de coronavírus terá na demanda pela commodity e na economia global. Mais tarde, às 11h30 (de Brasília), investidores vão acompanhar a pesquisa semanal do Departamento de Energia (DoE) norte-americano sobre estoques de petróleo e derivados dos EUA.

Na terça, 17, o American Petroleum Institute (API) estimou queda de 400 mil barris no volume de petróleo bruto estocado nos EUA na última semana. Às 4h55 (de Brasília), o petróleo WTI para maio caía 2,82% na New York Mercantile Exchange (Nymex), negociado a US$ 26,56 o barril, enquanto o petróleo Brent para o mesmo mês recuava 1,50% na International Exchange (ICE), a US$ 28,30 o barril. 

A commodity vive quedas expressivas desde o início da semana passada, quando Arábia Saudita e Rússia iniciaram uma "guerra de preços", o que levou o preço do barril a patamares não vistos há quase 30 anos, desde 1991, época da Guerra do Golfo. / SERGIO CALDAS, NICHOLAS SHORES E FELIPE SIQUEIRA 

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