Bolsas de Londres e Paris em alta; Frankfurt em baixa

As bolsas de Londres e Paris seguem em alta, mas reduzem os fortes ganhos registrados no início do pregão, quando subiram entre 4% e 6%, acompanhando a extraordinária recuperação em Wall Street ontem. A Bolsa de Frankfurt, no entanto, já operava no negativo, após ter começado o dia com uma alta mais tímida, pois recebeu o impacto positivo do mercado norte-americano no final da tarde de ontem. No início da manhã, os analistas e investidores já demonstravam um grande ceticismo sobre a sustentabilidade dessa elevação. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100, que acumulava por volta das 6h45 (horário de Brasília) ganhos de 4,3%, subia 3,28%. Em Paris, o índice CAC-40 estava em alta de 4,31%, abaixo do ganho de 5,5% registrado também por volta das 6h45. Em Frankfurt, o Xetra-DAX estava em alta de 1,2% às 6h45, mas já tinha perdido o ritmo positivo e perdia 1,26% às 7h26. As ações que lideraram a alta inicial das bolsas européias eram as das empresas de telecomunicações, bancos e seguradoras. Na Espanha, as ações da Telefónica, que anunciou ontem uma abrangente reestruturação e a suspensão de seus investimentos na telefonia móvel de terceira geração (3G), disparavam 13,6%%. Analistas europeus afirmavam, no entanto, que ainda é muito cedo para comemorar. Os índices futuros do Dow Jones e Nasdaq apontam uma ligeira queda para a abertura dos pregões norte-americanos. A notícia de que as práticas contábeis do gigante AOL Time Warner estão sendo investigadas nos Estados Unidos poderá ter um impacto nos mercados, que continuam extremamente nervosos. Os investidores continuarão também atentos ao fluxo de resultados das empresas européias e norte-americanas e aos indicadores econômicos no Estados Unidos que serão divulgados hoje . "Acredito que a valorização agressiva ontem nos Estados Unidos é um indicador de como o mercado ainda está operando num clima volátil, sem patamares", disse Andrew Guy, da Mako Global Derivatives. "Acho que somente veremos uma estabilização quando o mercado não registrar solavancos tão grandes como os dos últimos dias, e a s bolsas iniciarem uma recuperação lenta e gradual."

Agencia Estado,

25 de julho de 2002 | 07h10

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