Colin Ziemer/New York Stock Exchange via AP
Colin Ziemer/New York Stock Exchange via AP

Bolsas de Nova York e Ásia sobem com dados econômicos fortes, mas Europa cai

Indicadores fortes na Europa e nos Estados Unidos animaram os investidores, reforçando a percepção de recuperação dessas economias

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2021 | 17h40

As Bolsas de Nova York e Ásia fecharam em alta nesta sexta-feira, 23, mas Europa caiu, apesar de dados mostrarem que economia europeia também pode estar em processo de recuperação, assim como a americana e chinesa. A preocupação com o avanço da covid, que pode afetar esse movimento de retomada, continou no radar.

Na agenda de indicadores americanos, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto subiu de 59,7 em março para 62,2 em abril, no maior nível da série histórica iniciada em 2009. As vendas de moradias novas nos Estados Unidos, por sua vez, avançaram 20,7% em março, na comparação com fevereiro. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam crescimento menor, de 14,6%.

Na Europa, o índice de gerentes de compras composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 53,2 em março para 53,7 em abril, atingindo o maior nível em nove meses. No Reino Unido, os PMIs avançaram mais do que o esperado neste mês. Na Alemanha, os PMIs recuaram, mas o industrial veio acima do previsto para o período. Além disso, as vendas no varejo britânico subiram 5,4% em março ante fevereiro, o que também surpreendeu analistas. 

Sobre o noticiário da pandemia, o Japão considera adotar medidas restritivas adicionais para conter a disseminação da covid-19, enquanto na Índia, o vírus continua forte, com o país batendo recorde mundial diário de casos. No entanto, na Europa, veio uma notícia boa: a Agência de Medicamentos Europeia (EMA, na sigla em inglês), por sua vez, afirmou hoje que os benefícios do imunizante da AstraZeneca superam os riscos em adultos de todas as faixas de idade.

Bolsas de Nova York

No mercado americano, os investidores deixaram de lado a proposta de Joe Biden de aumentar os impostos e focaram no pacote de ajuda ao setor de infraestrutura de US$ 2,3 trilhões prometido pelo presidente. Hoje, a Casa Branca considerou como um "bom começo" a contraproposta republicana de US$ 568 bilhões sobre o tema.

Em Nova York, Dow JonesS&P 500 e Nasdaq tiveram ganhos de 0,67%, 1,09% e 1,44% cada. No mercado de títulos do Tesouro americano, os juros subiram, mas com pouco efeito sobre os índices acionários.

Bolsas da Europa

No continente europeu os índices caíram, atentos ao noticiário da pandemia. O índice pan-europeu Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, recuou 0,13%, enquanto a Bolsa de Londres ficou estável. Frankfurt e Paris caíram 0,27% e 0,15% cada.

As Bolsas de Milão, Madri e Lisboa caíram 0,05%, 0,44% e 0,21%, respectivamente.

Bolsas da Ásia

Os índices chineses de XangaiShenzhen subiram 0,26% e 0,45% cada, enquanto a Bolsa de Hong Kong teve alta de 1,12%, a de Seul ganhou 0,27% e a de Taiwan avançou 1,19%. Exceção, o índice de Tóquio caiu 0,57%.

Na Oceania, a bolsa australiana se recuperou no final dos negócios desta sexta e teve alta marginal de 0,08%.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta sexta. A commodity subiu no início do dia, mas perdeu fôlego e oscilou perto da estabilidade, com os riscos da covid-19 para a demanda no radar. Mais adiante, em meio a dados positivos dos Estados Unidos e da Europa, voltou a ganhar força.

WTI para junho fechou em alta de 1,16%, em US$ 62,14 o barril, e o Brent para o mesmo mês subiu 1,07%, a US$ 66,11 o barril. Na comparação semanal, o WTI recuou 1,66% e o Brent teve baixa de 0,99%. /MAIARA SANTIAGO, IANDER PORCELLA E GABRIEL BUENO DA COSTA

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