Jim Watson/AFP
Jim Watson/AFP

Bolsas de Nova York e Europa se recuperam de perdas recentes; Ásia cai

Queda no número de pedidos de auxílio desemprego nos Estados Unidos ajudou a melhorar o humor dos investidores, após a divulgação da ata do BC americano

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2021 | 17h30

As Bolsas da Europa e Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira, 20, com investidores atentos à queda no número de pedidos de auxílio desemprego nos Estados Unidos e também monitorando o movimento de alta da inflação em todo o mundo. Na Ásia, o clima foi de queda, com alguns índices acompanhando o recuo de Wall Street no dia anterior.

No continente asiático, o Banco Central Chinês (PBoC) manteve sua política monetária pró-estímulos inalterada pelo 13% mês seguido. Assim como acontece nos EUA, a inflação também começa a subir na China. Na agenda de indicadores da região, as exportações do Japão deram salto anual de 38%, impulsionadas pela demanda de americanos e chineses.

Já nos Estados Unidos, a queda nos pedidos de auxílio desemprego, que ficaram abaixo da marca de 500 mil, ajudou a melhorar o humor. Na semana encerrada em 15 de maio, o país americano registrou 444 mil solicitações, resultado inferior à estimativa de 452 mil feita pelo The Wall Street Journal.

O dado ajudou na recuperação dos mercados europeu e americano, que cederam atentos à ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento sinalizou a importância da manutenção dos estímulos à economia dos EUA, mas alguns dirigentes defenderam o aperto em alguns programas, como o de compra de ativos públicos. A possibilidade alavancou o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA.

Hoje, porém, os papéis realizaram lucros, com as opções com vencimento para dez e trinta anos em quedas de 1,63% e 2,33% cada. A alta desses papéis preocupam os mercados acionários porque, por serem mais seguros, podem promover uma debandada de recursos, caso o rendimento esteja favorável.

Bolsas de Nova York

Em Nova York, os índices conseguiram apagar parte das perdas do dia anterior. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram 0,55%, 1,06% e 1,77% cada. Ações do setor de tecnologia se recuperaram hoje. Facebook subiu 1,60%, Apple ganhou 2,10%, Microsoft avançou 1,38% e Alphabet disparou 1,56%. A Tesla, com alguns dos recuos recentes mais importantes, teve alta de 4,14%. O recuo no bitcoin, que cedeu quase 30% ontem, colaborou para a perda das empresas do setor nos últimos dias.

Bolsas da Europa

O clima foi de alta no continente europeu. O índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, fechou em alta de 1,27%, enquanto Londres avançou 1%, Paris se valorizou 1,29% e Frankfurt subiu 1,7%, com investidores monitorando a alta de 0,8% em abril ante março da inflação alemã.

A Bolsa de Milão subiu 0,88%, após o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, dizer que as projeções econômicas para este ano devem ser elevadas. Madri e Lisboa subiram 0,59% e 1,15% cada.

Bolsas da Ásia

O clima foi de queda no continente asiático. A Bolsa de Tóquio subiu 0,19%, enquanto na China os índices ficaram sem sentido único, com o de Shenzhen em alta de 0,12%, mas o de Xangai em baixa de 0,11%. Hong Kong teve recuo de 0,5%, Seul cedeu 0,34% e Taiwan perdeu 0,56%.

Na Oceania, a bolsa australiana se recuperou parcialmente das perdas de ontem e avançou 1,27%, com valorização em quase todos os setores. 

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa de mais de 2% hoje, com o mercado acompanhando as negociações em torno do acordo nuclear envolvendo o Irã e potências mundiais, que podem resultar na retirada de sanções contra a produção de petróleo no país. Caso aconteça, o movimento pode resultar no aumento da oferta de óleo no mercado, em um momento no qual a demanda ainda é afetada pela pandemia.

O barril do WTI com entrega prevista para julho recuou 2,23%, a US$ 61,94, enquanto o do Brent para o mesmo mês fechou em baixa de 2,33%, a US$ 65,11 o barril. /MAIARA SANTIAGO, ANDRÉ MARINHO E SÉRGIO CALDAS

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