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Kai Pfaffenbach/Reuters
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Bolsas de Nova York e Europa sobem de olho em decisões sobre política monetária

Nos EUA, dirigente do banco central voltou atrás em declaração dada na semana passada, quando falou na possibilidade de aperto nos estímulos já para 2022

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2021 | 17h30

As Bolsas de Nova York e da Europa fecharam em alta nesta segunda-feira, 21, de olho nas decisões sobre política monetária tomadas pelos bancos centrais europeu e americano. Na Ásia, o clima foi de queda, com os investidores ainda observando falas de um dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Na última sexta-feira, James Bullard, dirigente de St. Louis do Fed, sinalizou que um aperto nas medidas de estímulos, incluindo uma alta nos juros e a diminuição no programa de compra de títulos públicos, deveria acontecer já em 2020 - e não 2023, como havia anunciado a autoridade monetária. A fala azedou o mercado, incluindo a Bolsa de Nova York.

Hoje, no entanto, Bullard se retratou e disse que "levará algum tempo" até a diminuição  na compra de ativos ser estabelecida e colocada em andamento. Além disso, ele também apontou que isso não será feito "no piloto automático", diante das incertezas econômicas, citando, principalmente, a lenta recuperação do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Além disso, o dirigente do Fed de Nova York, John Williams, também disse que a economia dos EUA não avançou o suficiente para haver um ajuste na política monetária, com o Fed mantendo o "forte apoio à recuperação".  Na visão da Capital Economics, a postura mais dura confirma a avaliação de que os mercados acionários americanos terão ganhos limitados até 2023.

Já na Europa, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, manteve a política monetária acomodatícia. Para a autoridade, as perspectivas economicas estão melhorando, conforme a pandemia arrefece. A inflação, por sua vez, deve ganhar fôlego no restante do ano na zona do euro, mas de forma temporária, notou. 

Bolsa de Nova York

Após Bullard voltar atrás na chance de aperto nos estímulos já em 2022, o Dow Jones subiu 1,76%, enquanto o S&P 500 avançou 1,40% e Nasdaq teve ganho de 0,79%.  Nos próximos dias, os investidores devem monitorar os desdobramentos das negociações do presidente dos EUA, Joe Biden, em torno do pacote de investimentos em infraestrutura. De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, o democrata discutirá o assunto em reuniões com parlamentares nesta semana.

Bolsas da Europa

No continente europeu, o índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, fechou com ganho de 0,70%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 0,64%, Frankfurt teve ganho de 1% e Paris avançou 0,51%. Os índices de Milão, Madri e Lisboa registraram altas de 0,71%, 0,23% e 0,75% cada.

Bolsas da Ásia

O mercado asiático fechou em queda, de olho na possibilidade do Fed começar a diminuir os estímulos já no ano que vem. A Bolsa de Tóquio sofreu um tombo de 3,29%, enquanto Hong Kong teve ganho de 1,08%, Seul recuou 0,83% e Taiwan cedeu 1,48%. Na contramão, os índices chineses de Xangai e Shenzhen subiram 0,12% e 0,74% cada.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o viés predominantemente negativo da região asiática e teve a maior queda em mais de um mês, de 1,81%.  

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo oscilaram perto da estabilidade no início do dia, mas ganharam impulso e fecharam em alta nesta segunda-feira. Além da ajuda do dólar mais fraco, a commodity foi beneficiada pelas dificuldades nas negociações entre o Irã e potências, o que pode dificultar o retorno de mais barris do país persa aos mercados, em um momento no qual a demanda ainda é prejudicada pela pandemia.

O WTI para agosto fechou em alta de 2,57%, em US$ 73,12 o barril, e o Brent para o mesmo mês subiu 1,89%, a US$ 74,90 o barril. /MAIARA SANTIAGO, ILANA CARDIAL, GABRIEL BUENO DA COSTA E SÉRGIO CALDAS 

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