Bolsas de Nova York têm volatilidade

Índice Dow Jones subia 0,08%, o Nasdaq declinava 0,14%, e o S&P 500 tinha pequeno ganho de 0,04%

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado, Agencia Estado

28 de abril de 2011 | 10h41

As bolsas de Nova York abriram o dia em queda, após dados desanimadores sobre a economia dos Estados Unidos. O resultado fraco do Produto Interno Bruto (PIB), sinais de inflação mais forte e números piores do que o esperado de pedidos de auxílio-desemprego acentuarem as perdas nesta manhã. Às 11h02 (horário de Brasília), no entanto, a bolsas oscilavam entre altas e quedas. O índice Dow Jones subia 0,08%, o Nasdaq declinava 0,14%, e o S&P 500 tinha pequeno ganho de 0,04%.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA subiu 1,8% no primeiro trimestre deste ano, de acordo com a dados preliminares divulgados hoje pelo Departamento de Comércio do país. O crescimento modesto foi menor do que o de 3,1% registrado no quarto trimestre do ano passado e ficou em linha com as estimativas dos economistas. Os gastos do consumidor norte-americano - que são responsáveis por 70% do PIB do país - aumentaram 2,7% nos três primeiros meses deste ano, menos do que a alta de 4% no quarto trimestre de 2010.

O índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), por sua vez, subiu 3,8% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com a alta de 1,7% registrada no quarto trimestre de 2010. E o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 25 mil, para 429 mil, na semana até 23 de abril, contrariando a expectativa de queda de 8 mil solicitações.

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, deixou claro ontem, durante a primeira entrevista à imprensa na história do banco central norte-americano, que a preocupação maior do Fed é com o alto desemprego e a retomada da economia. No entanto, ele não hesitou em dizer que, se a inflação aumentar muito, os juros podem ser elevados. A entrevista coletiva foi bem recebida pelo mercado, que a considerou "útil", segundo avaliação de economistas.

Bernanke não escapou das perguntas dos jornalistas, não cometeu gafes e esclareceu vários pontos. "Ele falou que a frase sobre ''período prolongado'' pode durar mais alguns meses e que, se a inflação continuar crescendo, pode haver aperto mesmo que o desemprego esteja alto", destacou Dana Saporta, diretora do Credit Suisse. Bernanke também falou sobre o fim do programa de alívio quantitativo, o QE2, e disse que não deve haver uma terceira rodada.

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