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Bolsas de NY fecham em baixa com riscos geopolíticos

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta segunda-feira, com as tensões geopolíticas voltando ao radar dos investidores após um fim de semana violento na Faixa de Gaza e ameaças de governos ocidentais contra a Rússia.

STEFÂNIA AKEL, Agência Estado

21 de julho de 2014 | 17h53

O índice Dow Jones fechou em queda de 48,45 pontos (0,28%), aos 17.051,73 pontos. O S&P 500 recuou 4,59 pontos (0,23%), para 1.973,63 pontos. Já o Nasdaq encerrou em baixa de 7,45 pontos (0,17%), aos 4.424,70 pontos.

Entre os principais indicadores dos EUA nesta semana, está a inflação de junho, seguida nos próximos dias por dados do setor imobiliário e dos pedidos de bens duráveis. Não estão previstas apresentações de dirigentes do Federal Reserve nos próximos dias, uma vez que já teve início o período de silêncio que antecede a reunião de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Hoje, mais cedo, o índice de atividade nacional do Federal Reserve de Chicago caiu para +0,12 em junho, de +0,16 em maio, mas não provocou reação nos mercados.

Os investidores se voltaram aos riscos geopolíticos e aproveitaram para realizar lucros após os fortes ganhos de sexta-feira que, por sua vez, foram uma correção depois de uma queda acentuada do mercado na quinta-feira. "As compras foram muito ferozes na sexta. Muito do que vimos hoje é correção", afirmou Jeff Yu, analista do UBS.

Nos últimos dias, líderes europeus elevaram o tom e ameaçaram impor sanções mais rígidas contra a Rússia após a queda do voo MH17, da Malaysia Airlines, que matou todas as 298 pessoas a bordo na última quinta-feira. A suspeita é de que um míssil disparado do território controlado por rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia tenha sido o responsável pelo desastre. Autoridades norte-americanas acreditam também que a Rússia forneceu o armamento aos rebeldes.

Na Faixa de Gaza, o domingo foi o dia mais sangrento desde a recente incursão de Israel na região. Só ontem, autoridades palestinas reportaram 87 mortes. Do lado de Israel, foram 13 mortes. O presidente dos EUA, Barack Obama, ligou para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pela segunda vez em três dias.

Voltando a Wall Street, no noticiário corporativo, a ação da Herbalife despencou 11,21% após o investidor Bill Ackman afirmar que pretende dar um "golpe mortal" na companhia ao expor um "fraude massivo". Em entrevista à rede de televisão americana CNBC, Ackman afirmou que tem uma apresentação preparada para esta terça-feira, às 11h (de Brasília), na qual pretende mostrar evidências de que a companhia irá entrar em colapso.

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